Segunda, 19 Agosto 2019
UNRIC logo - Portuguese

A ONU na sua língua

No Dia Mundial da Alimentação, FAO destaca futuro da migração

WFP

Dia Mundial da Alimentação. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Com ONU NEWS Português 

16 de outubro é a data marcada para promover o desenvolvimento rural como forma de combater a insegurança alimentar e melhorar a vida de migrantes e de refugiados. Entre o ano 2000 e 2015, o número de migrantes aumentou 40%

Todos os anos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, celebra o Dia Mundial da Alimentação a 16 de outubro.com o objetivo de promover uma ação global em prol daqueles que sofrem com a fome e apelar à garantia da segurança alimentar e uma dieta nutritiva para todos.

A edição deste ano é dedicada à relação entre a migração, a segurança alimentar e a agricultura, com o tema: "Mude o futuro da migração, invista em segurança alimentar e no desenvolvimento rural". O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, afirmou que existe um número crescente de pessoas forçadas a migrar. Isto deve-se principalmente a conflitos, fome, pobreza, falta de acesso a recursos e ao impacto da mudança climática. A FAO procura, por isso, apoiar os países a investirem em meios de subsistência e em comunidades rurais mais resilientes. Desta forma, as populações rurais podem ter a opção de ficarem na sua terra ou abandoná-la, se assim o quiserem.

Para a FAO, o objetivo mundial de alcançar a Fome Zero até 2030 não pode ser atingido sem abordar a relação entre a segurança alimentar, o desenvolvimento rural e a migração. O investimento em desenvolvimento rural sustentável, a adaptação à mudança climática e os meios de subsistência resilientes nas zonas rurais é uma parte importante da resposta mundial ao atual desafio da migração.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, um grande número de migrantes vem de áreas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com insegurança alimentar dependem da agricultura de subsistência baseada em recursos naturais.

Em 2015, havia 244 milhões de migrantes, um aumento de 40% em relação ao ano de 2000. A maioria dos refugiados são oriundos do Médio Oriente e Norte da África, Ásia Central, América Latina e Europa Oriental.

A FAO, junto com os seus parceiros, pretende ampliar o seu trabalho para fortalecer a contribuição positiva dos migrantes, refugiados e deslocados internos para a redução da pobreza, segurança alimentar e nutrição.

Nesta segunda-feira, as celebrações do Dia Mundial da Alimentação decorrem na sede da FAO, em Roma, e contam com a presença do papa Francisco e dos  Ministros da Agricultura do grupo das sete economias mais industrializadas do mundo, o G-7.