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50 milhões de crianças sem vacinação graças à pandemia

Nova estratégia global de imunização liderada pelas Nações Unidas foi revelada, esta segunda-feira, para chegar às mais de 50 milhões de crianças que não foram vacinadas contra o sarampo, a febre amarela e a difteria, devido à pandemia.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, revela que os serviços de vacinação estão a recuperar dos atrasos do ano passado, mas milhões de crianças continuam em risco de morte por causa destas doenças.

Semana Mundial da Vacinação

O anúncio ocorre no terceiro dia da Semana Mundial de Imunização, que vai até esta sexta-feira, dia 30 de abril.

Em conjunto com a OMS, UNICEF e Aliança GAVI, apelaram para uma renovação do compromisso na área da vacinação. De acordo com a OMS, apesar do progresso, antes da pandemia, mais de um terço dos países, indicaram atrasos nos seus serviços de vacinação e as campanhas de vacinação ainda se encontram altamente afetadas.

De acordo com os novos dados da OMS, 60 campanhas foram adiadas em 50 países, deste modo, 228 milhões de pessoas, a maioria crianças, correm risco de contrair doenças como sarampo, febre amarela e a poliomielite.

Mais de metade dos 50 países afectados encontram-se em África, afetando cerca de 140 milhões de pessoas.

Perda de vidas

Em comunicado, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, afirma que “mesmo antes da pandemia, já haviam sinais preocupantes de que estávamos a começar a perder terreno na luta contra doenças infantis, existindo 20 milhões de crianças com falta de vacinação”.

Segundo a UNICEF, as perturbações causadas pela pandemia, no início de 2020, tiveram como consequência o decréscimo do fornecimento de vacinas que, comparado com o ano de 2019, decaíram para menos de dois mil milhões de doses.

Estratégia global 

Para enfrentar esses desafios, a OMS, a UNICEF e a Aliança GAVI lançaram a Agenda de Vacinação 2030, que se centra na vacinação ao longo da vida, desde a infância até à adolescência e idade avançada.

De acordo com a OMS, se for totalmente implementada, esta estratégia evitará cerca de 50 milhões de mortes – 75% delas em países de baixo e médio-baixo rendimento.

 

 O caso português

De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), “ao reforçar a consciencialização sobre a importância da vacinação, as atividades implementadas na ‘Semana Europeia da Vacinação 2021’ visam aumentar a cobertura vacinal e contribuir para a cobertura universal de saúde”, conclui.

Tendo em conta o contexto pandémico criado pela covid-19, a DGS recorda “a importância que a vacinação tem no controlo da mesma”, tendo já administrado mais de 3 milhões de doses de vacinas contra o vírus.

Este ano, a OMS Europa elegeu como lema da ​Semana Europeia da Vacinação, “as vacinas aproximam-nos”. Será celebrada a diferença que as vacinas fazem na nossa vida, a solidariedade e confiança na vacinação como um bem público que sustenta a nossa sociedade, salva vidas e protege a saúde.

 

 


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