ONU News Acnur apoia envio de seis atletas refugiados para Jogos Paralímpicos em Tóquio 

Acnur apoia envio de seis atletas refugiados para Jogos Paralímpicos em Tóquio 

As Olimpíadas Paralímpicas de Tóquio contarão com uma delegação de atletas refugiados. A iniciativa é resultado de uma cooperação do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur e do Comitê Paralímpico Internacional.   

O envio de atletas refugiados aos Jogos Olímpicos ocorreu durante os Jogos no Rio de Janeiro em 2016. A delegação paralímpica de refugiados ainda não anunciou os nomes, mas pretende enviar até seis atletas para o evento no Japão.   

Competição   

Segundo o Acnur, o grupo será liderado pela ex-refugiada e atleta paralímpica, Ileana Rodriguez, que participou dos Jogos em Londres, em 2012.   

Acnur/Benjamin Loyseau

Durante uma aula de judô, criança brasileira posa para foto com Yolande Mabika, refugiada congolesa que se tornou atleta olímpica e competiu nas Olimpíadas do Rio em 2016.

O objetivo é enviar uma mensagem de esperança a cerca de 80 milhões de pessoas obrigadas a abandonar suas casas em todo o mundo.    

O Comitê Paralímpico Internacional informou que o envio dos atletas contará com apoio financeiro para as etapas de qualificação, preparação para a competição, acompanhamento devido às limitações de treinos impostas pela Covid-19 sobre os atletas refugiados.   

Além disso, o Comitê quer apoiar a formação de um legado ao ajudar os atletas paralímpicos a competir em outros eventos até o final de 2021.   

Federações   

Para competir na equipe paralímpica, os atletas terão que confirmar o status de refugiado com base nas leis nacional e internacional.    

Os atletas deverão ser submetidos pelo Comitê Paralímpico e pelas respectivas federações internacionais.  Até o momento, ninguém foi selecionado para os Jogos Paralímpicos 2020. 

Dentre os parceiros que já ofereceram apoio estão as empresas Airbnb e Panasonic.   

O Acnur lembra que as pessoas refugiadas com deficiência correm riscos maiores e enfrentam barreiras ao acessar serviços, oportunidades e assistência.   

A chefe da delegação, que nasceu em Cuba e cresceu nos Estados Unidos, afirmou ser uma honra liderar a equipe e representar o legado do médico Ludwig Guttmann, que criou o movimento paralímpico após ele mesmo se tornar refugiado pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial quando conseguiu escapar do nazismo.  

Banco Mundial/Antony Tran

Até o momento, ninguém foi selecionado para os Jogos Paralímpicos 2020.