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Agenda Comum da ONU: O futuro da humanidade depende do multilateralismo

O relatório da Agenda Comum das Nações Unidas, realizado no contexto do 75° aniversário da Organização, concluiu que o futuro da humanidade depende da cooperação global e de um multilateralismo mais inclusivo, interligado e eficaz.

As recomendações do relatório, apresentado pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, à Assembleia Geral, identificaram quatro principais áreas de ação multilateral para os próximos 25 anos:

1 – Renovação do contrato social, fundamentada nos direitos humanos, para reconstruir a confiança e a coesão social.

A maioria dos problemas mundiais estão enraizados na pobreza, na fome, desigualdade de acesso a cuidados de saúde, educação e habitação, crescentes disparidades e injustiças, bem como na desinformação e falta de confiança nas instituições.

Neste contexto a ONU considera que é fundamental introduzir um código de conduta global que promova uma comunicação pública mais factual, bem como uma cooperação financeira entre os Estados, proteção social universal que ajude a erradicar a violência contra mulheres e meninas; e determinar novas formas de medição de progresso e de prosperidade.

2 – Apostar no futuro, mostrando mais solidariedade para com os jovens e as gerações futuras.

Aqueles que vão herdar as consequências das decisões de hoje não estão devidamente representados no processo de tomadas de decisões, por isso, são necessárias medidas transformadoras na educação e na aprendizagem ao longo da vida, melhores modelos de previsão do impacto das decisões políticas a longo prazo e a nomeação de um Enviado Especial da ONU para as Gerações Futuras.

3 – Ações urgentes para proteger o mar, a atmosfera, o ártico e o espaço – e os bens públicos mundiais – como a paz, a segurança económica e a saúde.

Esta agenda recomenda ainda a definição de um plano mundial de vacinação contra a covid-19, melhorar os processos de preparação para futuras crises globais, com a criação de uma plataforma de emergência mundial, e a redefinição das preocupações da agenda internacional, nomeadamente relativas à paz, à ação climática após 2030, aos bens comuns digitais e ao espaço sideral.

4 – Uma ONU atual e ajustada a uma nova era, capaz de oferecer melhores soluções multilaterais e relevantes para os desafios do século XXI.

Esta transformação será realizada através do uso de factos e dados científicos, sendo a ONU a principal fonte de informação factual e objetiva, e promovendo um maior envolvimento com governos locais e regionais, a sociedade civil, os parlamentos e o setor privado.

As escolhas que fazemos hoje podem resultar num futuro de crises perpétuas ou num avanço para um futuro melhor, mais sustentável e pacífico. Para alcançar um avanço decisivo, é necessário reconhecer que o futuro da humanidade depende da solidariedade, confiança e da nossa capacidade de trabalhar em conjunto para atingir objetivos comuns.


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