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As promessas de Glasgow são “encorajantes”, mas não suficientes

No seu discurso de hoje na COP26, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou os compromissos conseguidos durante as negociações e a importância da cooperação internacional para limitar o impacto do aquecimento global, sem deixar de admitir que os planos apresentados pelos diversos países estão longe de ser ambiciosos o suficiente para concretizar a promessa de limitar o aumento de temperatura médio a 1,5ºC.

O secretário-geral da ONU abriu o seu discurso colocando o enfânse na importância da cooperação internacional para combater as alterações climáticas e limitar o seu impacto, mundialmente. Apesar de elogiar a sociedade civil, os jovens e as comunidades indígenas, entre outros, António Guterres realça que os governos ainda têm muito trabalho a fazer e que, para se limitar o aumento de temperatura global média a 1,5ºC, é essencial que se reduzam 45% das emissões de gases de efeito de estufa até 2030, apesar de as estimativas indicarem que as emissões aumentarão até então.

“Apenas juntos poderemos manter o aumento até 1,5ºC dentro do nosso alcance e o mundo equitativo e resiliente do qual precisamos.”

Os atuais planos estratégicos dos vários países irão conduzir-nos a um aumento de temperatura bastante acima dos 2ºC, segundo o secretário-geral da Organização. Guterres parabeniza o acordo estabelecido entre a China e os Estados Unidos, tal como o compromisso de vários países para acabar e reverter a desflorestação e para suprimir o uso de carvão como fonte de energia. Não obstante, não deixa de chamar a atenção para a futilidade de promessas, enquanto se continua a subsidiar com triliões a indústria dos combustíveis fósseis, a construir centrais energéticas de carvão e a continuar a não colocar um preço nas emissões de carbono.

António Guterres apela às instituições financeiras e aos investidores que apoiem o mundo na transição energética e destaca a parceria estabelecida para a África do Sul conseguir deixar de depender energeticamente das suas centrais de carvão, que deverá ser replicada na Indonésia e no Vietname, “para não deixar ninguém para trás”.

“Os anúncios feitos em Glasgow são encorajantes, mas estão longe de serem suficientes.”

O secretário-geral aproveitou para frisar que os atuais défices de emissões e de adaptação colocam em risco os países mais vulneráveis e menos desenvolvidos, exortando os países participantes para serem mais ambiciosos nos seus planos de ação e a transformarem as suas promessas em ações concretas e verficáveis.

Por fim, Guterres termina o seu discurso com a divulgação de que foi criado um Grupo de Peritos de Alto Nível, que irá propôr “normas claras para medir e analisar os compromissos para a neutralidade carbónica de atores não-estatais”, pedindo aos países que cooperem com este grupo.

Assista ao vivo à COP26.


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