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Assembleia Geral aprova orçamento regular da ONU de 3,45 mil milhões de dólares para 2026

UN Photo/Loey Felipe: Uma vista da entrada da sede da ONU com o Edifício do Secretariado ao fundo.

A Assembleia Geral aprovou um orçamento regular de 3,45 mil milhões de dólares para as Nações Unidas em 2026, após semanas de negociações intensas e uma das mais importantes iniciativas de reforma da organização, a UN80.

O orçamento, aprovado na terça-feira pela Assembleia Geral, composta por 193 Estados-membros, autoriza 3,45 mil milhões de dólares para o próximo ano, cobrindo os três pilares centrais do trabalho da organização: paz e segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.

Embora o orçamento aprovado seja cerca de 200 milhões de dólares superior à proposta do secretário-geral elaborada no âmbito da iniciativa de reforma UN80, é aproximadamente 7% inferior ao orçamento aprovado para 2025.

O orçamento regular financia as atividades centrais da ONU, incluindo assuntos políticos, justiça e direito internacional, cooperação regional para o desenvolvimento, direitos humanos, assuntos humanitários e informação pública.

Este orçamento é distinto do orçamento das operações de manutenção da paz, que funciona num ciclo fiscal de 1 de julho a 30 de junho, enquanto o orçamento regular segue o ano civil.

Consenso após negociações intensas

Ao dirigir-se aos delegados no final das negociações da Quinta Comissão, o principal órgão administrativo e orçamental da Assembleia, o controlador da ONU, Chandramouli Ramanathan, elogiou a Comissão por ter conduzido um processo complexo e acelerado até uma conclusão atempada.

“Foi um ano de desafios”, afirmou, salientando que o secretariado teve de preparar um orçamento completo em menos de seis semanas, produzindo centenas de tabelas e respondendo a milhares de perguntas dos órgãos de supervisão e dos Estados-membros.

Sublinhou ainda que, apesar de negociações muitas vezes exigentes, a Comissão voltou a alcançar um acordo por consenso, uma marca distintiva do processo orçamental. “É algo notável que não deve ser subestimado”, disse aos delegados.

Desafios pela frente

O controlador alertou que a adoção do orçamento marca o início e não o fim de uma fase exigente de implementação.

A partir de 1 de janeiro de 2026, explicou, 2.900 postos de trabalho serão abolidos, enquanto mais de 1.000 separações de pessoal já foram concluídas, exigindo uma gestão cuidadosa para garantir que os trabalhadores afetados continuem a receber salários e benefícios durante o período de transição.

Ramanathan saudou ainda o que descreveu como um nível recorde de potenciais pagamentos antecipados por parte dos Estados-membros para o orçamento de 2026 e apelou à continuação do pagamento atempado das contribuições.

*Artigo de autoria da ONU News