Casos de Covid-19 causados pela Ômicron começam a estabilizar na África

Depois de seis semanas seguidas de alta dos novos casos de Covid-19 na África, a quarta onda da pandemia no continente, impulsionada pela variante Ômicron, está estável. A confirmação foi feita nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS.  

O sul da África, onde houve um grande aumento de novas infecções, já registrou um declínio de 14% na última semana. A África do Sul, onde a Ômicron foi reportada pela primeira vez, observou uma queda de 9% dos novos casos. 

Mortes sobem  

OMS cacula que mais de 1 bilhão de pessoas na África não estejam vacinadas

OMS

OMS cacula que mais de 1 bilhão de pessoas na África não estejam vacinadas

Mas a OMS explica que no norte e no oeste do continente, continua havendo aumento das infecções pelo coronavírus. No norte da África, a alta foi de 121% na comparação com a semana anterior.  

Por todo o continente, o total de mortes subiu 64% entre 3 e 9 de janeiro, devido a infecções em pacientes de alto risco. Ainda assim, a OMS destaca que o índice de mortes na quarta onda da pandemia ainda é menor do que ondas anteriores.  

As internações continuam em baixa. Na África do Sul, por exemplo, de 9% dos 5,6 mil leitos estão ocupados por pacientes com Covid-19. A variante Ômicron tornou-se dominante apenas duas semanas depois de ser descoberta, enquanto a Delta demorou quatro semanas para ultrapassar a Beta na África.  

Cabo Verde  

Enfermeira em hospital que trata pacientes com Covid-19 na África do Sul

Foto: IMF Photo/James Oatway

Enfermeira em hospital que trata pacientes com Covid-19 na África do Sul

A Ômicron já é dominante em Cabo Verde e na Nigéria e em relação à vacinação, apenas 10% da população africana já recebeu doses completas. Desde o início da pandemia, 10,2 milhões de pessoas tiveram casos confirmados de Covid-19 no continente africano.  

A diretora da OMS na África declarou que as medidas cruciais de combate à pandemia continuam sendo muito necessárias no continente. Matshidiso Moeti lembrou que é preciso ampliar, com rapidez, o acesso às vacinas no continente em meio a receios que a “próxima onda não seja tão indulgente”.  


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