A Organização Mundial da Saúde (OMS), em colaboração com o Governo de Espanha, deu início ao desembarque dos passageiros a bordo do cruzeiro MV Hondius, no passado domingo Esta operação de saúde internacional está a decorrer em Tenerife e surge como resposta ao surto de hantavírus detetado na embarcação.
Cerca de 150 pessoas estavam a bordo do cruzeiro MV Hondius, quando eclodiu o surto de hantavírus que vitimou três pessoas. Perante a crise sanitária, foi criada um grupo de trabalho pela OMS e pelo Governo espanhol para coordenar o desembarque dos passageiros no Porto Industrial de Granadilla, em Tenerife.
A ilha foi o destino escolhido pela OMS devido à sua capacidade de infraestruturas médicas, solidariedade da população e conectividade logística da região. Após o desembarque, os passageiros, serão transportados em veículos isolados e repatriados para os seus países de origem em voos ferry e posteriormente, monitorizados ativamente por seis semanas.
De acordo com Diana Rojas, responsável pelas operações de saúde da OMS em Tenerife, os cidadãos de Espanha, Canadá, França e Países Baixos estão entre os primeiros a ser repatriados, devido à disponibilidade de voos de repatriação.
Mensagem de Agradecimento a Tenerife
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Ghebreyesus, deixou uma mensagem de agradecimento à população de Tenerife e garantiu que o controlo da situação sanitária.
“Não se trata de outra COVID-19. O risco atual para a saúde pública associado ao hantavírus continua a ser baixo”. O responsável acrescentou ainda que a população “não deve ter medo nem entrar em pânico”.
O HantaVírus é uma infeção associada à exposição a roedores infetados e pode causar complicações respiratórias graves. A variante Andes é a única com transmissão documentada entre humanos.