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Dia da África: ONU aplaude “liderança louvável” no combate à Covid-19

Este 25 de maio é o Dia da África. A data marca 57 anos desde a criação da Organização de Unidade Africana, a predecessora da União Africana, UA, na cidade etíope de Addis Abeba.

Em mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que os países do continente demonstraram liderança louvável através de uma resposta rápida e coordenada à Covid-19.

Pandemia 

Material usado para testar covid-19, by OMS/Iraque

O chefe da ONU realça sua solidariedade ao continente diante das “circunstâncias extremamente difíceis” das celebrações em tempo da pandemia. Para ele, a situação “ameaça atrapalhar o progresso dos países africanos” para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as metas definidas na Agenda 2063 da União Africana.

António Guterres destaca medidas adotadas pela organização regional contra a pandemia, incluindo a força-tarefa para conceber um plano continental, a nomeação de enviados especiais para mobilizar apoio internacional, a ação do Conselho de Paz e Segurança da UA contra o impacto negativo do coronavírus em acordos e esforços de reconciliação.

O chefe da ONU citou os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África que criaram um fundo de resposta, ao mesmo tempo que países adotavam medidas robustas para conter a propagação do vírus e mitigar os impactos socioeconômicos.

A UA apoiou o apelo do secretário-geral em prol de um cessar-fogo global para combater a Covid-19. Para Guterres, a medida reflete o tema da UA em 2020 que prevê silenciar as armas e criar condições favoráveis ao desenvolvimento da África.

A mensagem cita a reposta de grupos armados em países como Camarões, Sudão e Sudão do Sul e pede que movimentos armados e governos façam o mesmo. Ainda em tempos de pandemia, o chefe da ONU elogiou as autoridades por apoiarem o apelo à paz nos lares e ao fim da violência, inclusive contra mulheres e meninas.

Eleições

No ano de eleições em cerca de 20 países africanos, Guterres disse que a pandemia levará ao adiamento de alguns pleitos com possíveis consequências para a estabilidade e a paz.

Secretário-geral da ONU, António Guterres (à direita) e Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana (à esquerda)., by Reprodução de vídeo

O apelo feito aos políticos africanos é que se envolvam num diálogo político inclusivo e sustentado, para aliviar tensões e defender práticas democráticas nesses processos.

Em relação a um estudo da ONU sobre impactos da pandemia na África, Guterres disse que a organização pede ações como o alívio da dívida para manter suprimentos alimentares, proteção de empregos, perda de receitas e ganhos com exportação.

Guterres defende também que países africanos tenham um “acesso rápido, igual e acessível” a qualquer vacina e tratamento eventual.

Proteção

Em momentos de pandemia, o secretário-geral disse que governos africanos, assim como os  de todo o mundo, podem  moldar novas políticas. As áreas incluem o reforço de sistemas de saúde, melhora da proteção social e busca de soluções climáticas favoráveis.

Para Guterres, orientar medidas para trabalhadores informais, a maioria mulheres, será um passo importante para a recuperação poque alavancará a participação e a liderança plena desse grupo. A mensagem destaca também que a inclusão e liderança dos jovens também serão cruciais em cada etapa desse percurso.

ECA

Secretário-geral Antonio Guterres elogiou autoridades africanas por apoiarem apelo da ONU à paz.


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