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Dia Internacional contra Testes Nucleares

Dia 29 de agosto:

O Dia Internacional Contra Testes Nucleares marca o encerramento, em 1991, do maior campo de testes nucleares da antiga União Soviética, na zona de Semipalatinsk, no Cazaquistão. Neste campo, foram realizados mais de 450 testes e, décadas depois, os seus impactos ainda se sentem.

Este Dia tem uma mensagem mais ampla e comemora todas as vítimas de testes nucleares, onde quer que tenham sido realizados. As comunidades afetadas ainda precisam de recuperar totalmente dos danos causados ao ambiente, à economia e à saúde.

Para honrar estas vítimas é necessário acabar com os testes nucleares de forma mais permanente. No entanto, efetuar uma proibição efetiva e juridicamente vinculativa continua a ser uma das grandes metas não cumpridas do desarmamento nuclear. O Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) é um pilar central dos esforços internacionais neste campo mas, apesar de ser amplamente apoiado com 184 signatários e com a ratificação de 168 Estados, ainda não entrou em vigor, mais de 20 anos após a sua adoção.

O legado dos testes nucleares não é mais do que destruição. O CTBT é vital para garantir que não existam mais vítimas e essencial para promover o desarmamento nuclear.

No Dia Internacional Contra os Testes Nucleares reitero o meu apelo a todos os Estados que ainda não o fizeram para que assinem e ratifiquem o Tratado, especialmente aqueles cuja ratificação é necessária para a sua entrada em vigor. Num mundo onde as tensões e as divisões crescem cada vez mais, a nossa segurança coletiva depende disso.


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