Comemorado esta quarta-feira sob o tema “O essencial de cada dia”, o Dia Internacional dos Direitos Humanos assinala também o 80.º aniversário da entrada em vigor da Carta das Nações Unidas.
O lema escolhido destaca a relevância contínua dos direitos humanos como elementos presentes nas rotinas diárias, desde o acesso à informação até à alimentação, educação e liberdade de expressão.
Campanha com apelo à ação coletiva
O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos lançou o tema de 2025 sublinhando que, num contexto de desigualdades crescentes, conflitos e emergência climática, é fundamental manter os direitos humanos como referência central.
Para o alto comissário, Volker Turk, os direitos humanos continuam a ser uma “bússola em tempos de incerteza” e apelou ao reforço da solidariedade e da participação cívica.
Direitos humanos como parte da vida diária
O Dia dos Direitos Humanos sublinha que ações simples como ler notícias, circular livremente, beber água potável ou partilhar uma refeição estão diretamente ligadas a direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Entre eles estão o direito a um nível de vida adequado, à liberdade de opinião e expressão, à educação e ao descanso. O objetivo é aproximar os princípios universais da experiência concreta das pessoas.
Na mensagem pela data, o secretário-geral das ONU, António Guterres, defende que a proteção dos direitos humanos exige o envolvimento de todos e o reforço das instituições que os tornam realidade.
Participação pública e partilha de experiências
Durante a comemoração, o público é convidado a partilhar o que considera essencial no seu quotidiano através do preenchimento de um formulário e usando o hashtag da campanha #OurEverydayRights.
Testemunhos, mensagens e imagens recolhidos ao longo da campanha formarão um mosaico de experiências sobre como os direitos humanos se manifestam no dia a dia em diferentes partes do mundo.