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Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca: 66% do território nacional em perigo

A desertificação é um dos problemas mais graves que afeta Portugal. Os próximos 10 anos são crucias para reverter a trajetória destrutiva das alterações climáticas. De acordo com um estudo da Quercus, se nada for feito até 2030, mais de 60% do território nacional será afetado pela desertificação.

De acordo com o estudo, Portugal é um dos países que mais pode sofrer com as alterações climáticas. A implementação imediata de medidas de combate à desertificação é essencial.

A desertificação nacional significará um agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos, com um aumento de 20% da chuva no inverno e uma redução de 50% no verão, assim como um prolongamento dos períodos de calor extremo; um aumento da mortalidade nacional associada à subida das temperaturas e à proliferação de doenças tropicais; a perda de dois terços da costa portuguesa devido à subida do nível do mar; o fim da produção agrícola e o aumento dos incêndios florestais; a destruição das reservas piscatórias e da biodiversidade nacional; a diminuição do turismo; e um aumento significativo da indisponibilidade aquífera.

Que ações individuais podemos adotar?

  1. Reduzir o consumo de eletricidade gasto no controlo da temperatura das nossas casas: a produção de eletricidade portuguesa é responsável por 25% das emissões nacionais de CO2 na atmosfera associadas ao aquecimento global. Esta percentagem terá aumentado em consequência do crescimento insustentável do consumo elétrico para o aquecimento e arrefecimento das casas.
  2. Investir em painéis fotovoltaicos: o investimento em fontes de energia renováveis é crucial para reduzir o consumo de eletricidade.
  1. Evitar o uso do automóvel: A poluição associada ao uso do carro representa, tal como a produção elétrica, 25% das emissões portuguesas de CO2. É essencial apostar nos transportes públicos, andar ou pé ou de bicicleta e na partilha das viagens de automóvel.
  2. Reduzir o consumo de produtos de origem animal: a pecuária e a produção de produtos de origem animal são um maior poluidor e responsável pelo aquecimento global, a nível mundial. Uma dieta mais sustentável com base em produtos de origem vegetal é fundamental para combater a desertificação.
  1. Reduzir, reciclar e reutilizar: a taxa de reciclagem em Portugal é apenas de, aproximadamente, 30%. É fundamental que os três Rs sejam postos em prática para combater as alterações climáticas.
  2. Consumir produtos locais: à compra de produtos estrageiros está associada uma maior pegada ecológica devido às emissões de CO2 associadas à viagem e aos materiais usados no fabrico.
  1. Plantar árvores: A reflorestação é outra das medidas prioritárias para combater a desertificação, uma vez que as árvores têm um papel fundamental na absorção do CO2 libertado na atmosfera.

Neste Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirma a importância de acabarmos com a nossa guerra autodestrutiva contra a natureza: “A biodiversidade está em declínio, as concentrações de gases de efeito estufa aumentam e a nossa poluição pode ser encontrada desde as ilhas mais remotas até aos picos mais altos. Temos de fazer as pazes com a natureza.”.

“Neste Dia Internacional, vamos fazer da terra saudável o centro de todo o nosso planeamento.” – urge o secretário-geral da ONU.


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