Nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, em Doha (Qatar), começa a Segunda Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social, que se estenderá até ao dia 6. O encontro, organizado pela ONU, visa colmatar as lacunas e renovar os compromissos assumidos na Declaração de Copenhaga sobre Desenvolvimento Social e no Programa de Ação de 1995, além de impulsionar a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Com base nos 10 compromissos da cimeira de 1995, o evento pretende acelerar a ação para erradicar a pobreza, promover o emprego pleno e o trabalho digno, e fortalecer a inclusão social, garantindo que ninguém fique para trás num mundo cada vez mais complexo e interligado.
Além disso, a cimeira oferecerá uma plataforma crucial para o diálogo global e a ação colaborativa. O evento reunirá líderes de governos, organizações internacionais, ONGs, sociedade civil, setor privado, instituições académicas e do sistema das Nações Unidas, permitindo o debate de questões de desenvolvimento social ao mais alto nível.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Económicos e Sociais (DESA), Li Junhua, destacou a relevância da cimeira num contexto global marcado por desigualdades crescentes e rápidas transformações tecnológicas e ambientais. Segundo ele, o evento será uma oportunidade para acelerar o progresso social e reforçar o multilateralismo, garantindo que as estratégias adotadas respondam aos desafios atuais. As suas observações completas podem ser acompanhadas no trailer oficial abaixo.
Na sua mensagem de boas‑vindas, o Emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, afirma que o país “sente‑se honrado por acolher” a cimeira e realça o compromisso do país com o desenvolvimento centrado nas pessoas, através de investimentos em educação, saúde, proteção social e emprego digno. O chefe de Estado do país sublinha que acolher o evento “reflete a crença profunda do Qatar no multilateralismo e na solidariedade global”.
Mais do que reafirmar compromissos históricos, a cimeira busca desenvolver soluções inovadoras e colaborativas, adaptadas às novas realidades sociais, económicas e ambientais, garantindo que o progresso social seja efetivo, inclusivo e sustentável.