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Guterres agradece ao Conselho de Segurança recomendação para segundo mandato

O chefe da ONU, António Guterres, classificou de “grande honra” a decisão anunciada pelo Conselho de Segurança de recomendá-lo a um segundo mandato como secretário-geral da organização.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, Guterres agradeceu aos membros do Conselho pela “confiança depositada nele” e também a Portugal por nomeá-lo ao posto.

ONU/Eskinder Debebe

Anúncio da recomendação foi feito pelo embaixador da Estônia, que ocupa a Presidência do Conselho de Segurança neste mês de junho, Sven Juergenson

Estônia

O anúncio da recomendação foi feito pelo embaixador da Estônia, que ocupa a Presidência do Conselho de Segurança neste mês de junho, Sven Juergenson.

A recomendação ocorreu numa resolução adotada por aclamação numa reunião a portas fechadas. A decisão será encaminhada agora à Assembleia Geral para a aprovação formal. Juergenson disse que a Assembleia deverá se reunir em 18 de junho para avaliar a nomeação.

Em nota, António Guterres disse que tem sido “um imenso privilégio” estar a serviço de “Nós, os Povos” parafraseando o preâmbulo da Carta da ONU. 

Ele também agradeceu por poder liderar “mulheres e homens maravilhosos”, funcionários da organização.

Foto ONU/Eskinder Debebe

Reunião de alto nível na Assembleia Geral termina nesta quinta-feira

Proposta

Guterres lembrou que os últimos quatro anos e meio, do seu primeiro mandato, foram marcados por desafios complexos.

Ele disse que ficaria “profundamente honrado” caso a Assembleia Geral decidisse confiar a ele as responsabilidades de um segundo mandato.
Em janeiro, António Guterres informou aos países do Conselho de Segurança e à Assembleia Geral que havia decidido se apresentar à reeleição.

Como parte do processo, ele enviou uma proposta de trabalho conhecida como sua “visão” para a ONU nos próximos cinco anos e participou de um debate interativo, no qual respondeu a perguntas dos países.

ONU/Loey Felipe

Sala do Conselho de Segurança da ONU

Forma

A Carta da ONU, firmada em 1945, como a base da organização, fala pouco a respeito da forma como um secretário-geral é eleito. 

Uma ideia é exposta no artigo 97 da Carta que estipula que o candidato “deve ser nomeado pela Assembleia Geral após recomendação do Conselho de Segurança”. 

Em sua primeira sessão em 1946, a Assembleia Geral era muita mais ativa no processo de escolha. Assim foi criada a resolução A/RES/1/11 estabelecendo que o Conselho de Segurança liderasse a seleção, concordasse a respeito de um nome em reunião fechada e informasse este nome à Assembleia Geral para votação.


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