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Haiti: merendas escolares ajudam crianças e comunidades na recuperação após terremoto

Uma iniciativa do Programa Mundial de Alimentos, PMA, está assegurando refeições a 344 mil crianças no Haiti. A população sofre com as consequências do terremoto que atingiu o sudoeste do país em agosto deste ano.

Em visita, a ONU News conversou com professores e voluntários em uma escola no sul do país. No local, mais de 300 alunos se beneficiam da refeição, que para muitos é a “única do dia”, como relata a diretora Franesie Sylvestre.

1,6 mil escolas do Haiti se beneficiam da iniciativa do PMA

ONU Haiti/Daniel Dickinson

1,6 mil escolas do Haiti se beneficiam da iniciativa do PMA

Impactos

A educadora explica que o tremor causou a perda da produção agrícola local, atividade que garantia a alimentação das comunidades. Com o colapso das plantações, muitas famílias ficaram impossibilitadas de terem refeições diárias.

Ela afirma que o programa é determinante para dar às crianças a energia necessária para estudarem e ajudarem seus pais e, no futuro, beneficiarem suas comunidades.

De acordo com o PMA, a iniciativa está em mais de 1,6 mil escolas e seu principal objetivo vai além de alimentar os estudantes.

Infraestrutura

Com a parceria do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, as crianças aprendem também a importância de fazer a boa higiene das mãos antes das refeições.

A agência contribui com livros e infraestrutura para garantir o conforto dos alunos durante as aulas.

A representante do PMA no país, Maguelita Varin, afirma que essa “visão holística” é necessária para evitar doenças e garantir itens básicos para a aprendizagem.

PMA quer levar produtos locais a mais 40 mil crianças em 190 escolas em outras três áreas afetadas pelo terremoto

ONU Haiti/Daniel Dickinson

PMA quer levar produtos locais a mais 40 mil crianças em 190 escolas em outras três áreas afetadas pelo terremoto

Expansão

O PMA quer expandir o programa, levando produtos locais a mais 40 mil crianças em 190 escolas em outras três áreas afetadas pelo terremoto.

Dessa forma, a agência pretende ajudar a sustentar a economia e incentivar os agricultores haitianos.

O tremor deixou mais de 2,2 mil mortos e cerca de 12,7 mil feridos, além de ter afetado a vida de pelo menos 800 pessoas, que ficaram sem acesso a serviços básicos e alimentação.


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