Em destaque Libertem “incondicionalmente e imediatamente” os reféns em Gaza, apela Guterres

Libertem “incondicionalmente e imediatamente” os reféns em Gaza, apela Guterres

UN Photo/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, assinalou os dois anos desde os ataques terroristas perpetrados pelo Hamas no sul de Israel, reiterando o seu apelo de longa data à libertação imediata e incondicional dos reféns que continuam a ser mantidos em cativeiro.

“Os atacantes mataram brutalmente mais de 1.250 israelitas e cidadãos estrangeiros”, recordou num comunicado.

“Mais de 250 outras pessoas foram raptadas e levadas para a Faixa de Gaza como reféns, incluindo mulheres, crianças e idosos. Neste dia, lembremo-nos de todos aqueles que foram mortos e sofreram terrível violência. O horror daquele dia sombrio ficará para sempre gravado na memória de todos nós.

Mantidos em condições deploráveis

Estima-se que 48 reféns permaneçam em cativeiro. Acredita-se que cerca de 20 ainda estejam vivos, enquanto 28 provavelmente já faleceram.

Aqueles que ainda vivem estão a ser mantidos em condições deploráveis, disse António Guterres, que se encontrou com algumas das famílias dos reféns e sobreviventes, que partilharam as suas experiências aterradoras.

“Já o disse várias vezes, e hoje repito-o com ainda maior urgência: libertem os reféns, incondicionalmente e imediatamente”, acrescentou.

O Ministério da Saúde de Gaza relata que, desde 7 de outubro de 2023, mais de 67.000 palestinianos foram mortos e quase 170.000 ficaram feridos durante a ofensiva israelita.

Acabem com o sofrimento de todos. Esta é uma catástrofe humanitária de uma dimensão que desafia a compreensão”, afirmou Guterres.

Apelou a todos os combatentes para porem fim aos combates em Gaza, em Israel e na região em geral: “Parem de fazer os civis pagarem com as suas vidas e o seu futuro.”

“Devemos escolher a esperança”

Com negociações indiretas já em curso em Sharm El-Sheikh entre representantes de Israel e do Hamas, numa tentativa de chegar a um acordo total sobre o plano de paz de 20 pontos dos Estados Unidos, o chefe da ONU afirmou que é tempo de aproveitar a oportunidade para pôr fim à guerra.

Após dois anos de trauma, devemos escolher a esperança, agora. A recente proposta do Presidente dos EUA, Donald J. Trump, apresenta uma oportunidade que deve ser aproveitada para pôr fim a este trágico conflito”, acrescentou.

O Hamas declarou que aceitará partes do plano norte-americano, incluindo a libertação de todos os reféns, vivos e falecidos. No entanto, questões como o desarmamento total e o papel do grupo no pós-guerra permanecem em aberto.

O secretário-geral afirmou que um cessar-fogo permanente e “um processo político credível são essenciais para evitar mais derramamento de sangue e abrir caminho à paz”, com base no direito internacional.

A ONU mantém-se firme no seu compromisso de apoiar uma paz duradoura, acrescentou.

“Honramos a memória de todas as vítimas trabalhando pelo único caminho possível: uma paz justa e duradoura, na qual israelitas, palestinianos e todos os povos da região vivam lado a lado com segurança, dignidade e respeito mútuo”, concluiu o comunicado.