O SECRETÁRIO-GERAL
9 de dezembro de 2025
O genocídio é uma abominação. É um crime horrendo. E é dever solene de todos os Estados preveni-lo e puni-lo.
Foi este o compromisso assumido pelo mundo com a adoção da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio de 1948, um compromisso para garantir que nenhum grupo corra o risco de ser erradicado devido à sua nacionalidade, etnia, raça ou religião.
Prometemos “nunca mais”. Contudo, essa promessa está perigosamente perto de ser quebrada em demasiados lugares. Conflitos violentos, falta de responsabilização e tecnologias digitais que amplificam o ódio e a desinformação tornam mais fácil o regresso do espectro do genocídio.
Os Estados têm a obrigação primordial de prevenir e punir o genocídio, e apelo aos governos que ainda não o fizeram que adiram à Convenção. Exorto também todos os governos a implementarem plenamente a Convenção e a responsabilizarem os perpetradores.
Mas a prevenção é uma responsabilidade partilhada. Exige educar as novas gerações sobre os fatores que conduzem ao genocídio, incluindo discurso de ódio, desigualdade e desinformação. Significa também fazer tudo para identificar sinais de alerta precoce e soar o alarme. Líderes comunitários, a sociedade civil e os meios de comunicação, incluindo as plataformas de redes sociais, têm todos o dever moral de agir.
Ao permanecermos unidos contra este crime hediondo, honramos as suas vítimas e sobreviventes, e defendemos a promessa mais fundamental da nossa comunidade internacional: o direito de todas as pessoas viverem com segurança, dignidade e paz.