O SECRETÁRIO-GERAL
26 de janeiro de 2025
Este ano, prevê-se que as energias renováveis se tornem pela primeira vez a maior fonte mundial de geração de eletricidade. Enquanto isso, os seus preços continuam a cair.
No Dia Internacional das Energias Limpas, celebramos esta revolução mas também reconhecemos os desafios que temos pela frente.
O fim da era dos combustíveis fósseis é certo mas os governos devem garantir que acontece de forma rápida e justa. Isto é crucial para nos salvar do pior da crise climática e ligar todas as pessoas às energias limpas, tirando milhões da pobreza.
Este ano oferece uma oportunidade incomparável para os países alinharem as suas ambições climáticas com as suas estratégias energéticas e de desenvolvimento nacionais. Todos os países se comprometeram a produzir novos planos nacionais de ação climática alinhados com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius. Devem entregar planos que abranjam todos os gases com efeito de estufa e setores; mapear uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis; e contribuir para a meta global de triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030.
O G20 tem as maiores capacidades e responsabilidades – deve liderar. Tudo isto deve ser conseguido em conformidade com o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas. No entanto, todos os países devem fazer mais.
Precisamos também de ações para fazer fluir o financiamento para a revolução das energias renováveis nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento. Isto inclui aumentar a capacidade de empréstimo dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, fazer face ao elevado custo do capital e tomar medidas eficazes sobre a dívida.
No Dia Internacional das Energias Limpas, vamos comprometer-nos com uma era internacional de energias limpas com rapidez, justiça e colaboração no seu cerne.