“Há trinta e dois anos, o Ruanda enfrentou um dos capítulos mais sombrios na história da humanidade. Em apenas 100 dias, mais de um milhão de pessoas foram assassinadas – principalmente os Tutsi, mas também os Hutu e outros que se opunham ao genocídio. Famílias inteiras foram brutalmente eliminadas.
No Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi no Ruanda, lamentamos as vítimas e honramos a sua dignidade roubada. Prestamos tributo aos sobreviventes, cuja resiliência demonstra a força do espírito humano. E recordamos, com humildade e vergonha, o falhanço da comunidade internacional em responder aos avisos e em agir de imediato para salvar vidas.
Não basta relembrar os que morreram. Devemos aprender com os erros do passado e proteger os vivos – ao rejeitar o ódio, as retóricas inflamatórias e a incitação à violência; ao investir no tecido social para fortalecer a resiliência comunitária; e ao reforçar as instituições que ajudam a prevenir atrocidades em massa. Eu apelo a todos os países a aderirem à Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio sem mais demoras – e a implementá-la plenamente.
As Nações Unidas apoiam as pessoas do Ruanda e todos aqueles que, por todo o mundo, recusam a entregar o nosso futuro ao medo, à divisão ou ao silêncio.
Que este dia reafirme o nosso compromisso para recorder, para ouvir e para agir. Com a história como guia e a prevenção do genocídio como nosso objetivo.”
– Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.