“Este ano assinala-se o octogésimo aniversário do fim do Holocausto.
Lembramos os seis milhões de judeus assassinados pelos nazis e pelos seus colaboradores, que procuraram destruir todo um povo.
Lembramos as pessoas de etnia roma e sinti, as pessoas com deficiência e todas as outras pessoas escravizadas, perseguidas, torturadas e mortas.
Apoiamos as vítimas, os sobreviventes e as suas famílias. E reiteramos a nossa determinação de nunca esquecer. Permitir que o Holocausto desapareça da memória seria desonrar o passado e trair o futuro.
A memória é um ato moral e um apelo à ação. Conhecer a história do Holocausto é saber até onde pode chegar a humanidade.
Compreender como os nazis foram capazes de cometer os seus crimes hediondos, com a cumplicidade de outros.
E perceber que cada um de nós tem um dever solene: advogar contra o ódio e defender os direitos humanos de todas as pessoas.
Após o inferno do Holocausto, os países uniram-se e consagraram a dignidade de cada pessoa na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em tempos obscuros, este documento continua a ser um farol. Oitenta anos após o fim do Holocausto, o antissemitismo continua presente, alimentado pelas mesmas mentiras e ódio que tornaram possível o genocídio nazi. E está a aumentar.
A discriminação é generalizada… O ódio está a ser instigado no mundo inteiro… Factos históricos indiscutíveis estão a ser distorcidos, diminuídos e negados… E estão a ser feitos esforços para reformular e desculpabilizar os nazis e os seus colaboradores.
Devemos travar estes ultrajes. Nestes dias de divisão, e mais de um ano desde os terríveis ataques terroristas de 7 de outubro por parte do Hamas, devemos ser firmes na nossa humanidade comum.
Devemos condenar o antissemitismo, tal como devemos condenar todas as formas de racismo, preconceito e intolerância religiosa. E devemos reafirmar a nossa determinação em defender a dignidade e os direitos humanos de todas as pessoas.
Estas causas estão no cerne das Nações Unidas. Nunca esqueceremos e nunca vacilaremos nesta luta.