“A violência sexual em contextos de conflito continua a constituir uma grave violação dos direitos humanos, uma afronta à dignidade humana e uma ameaça duradoura à paz e à segurança internacionais.
Mulheres, homens, meninas e rapazes continuam a ser alvo destes crimes devastadores, frequentemente utilizados como tática de guerra, de repressão e de intimidação.
As consequências são profundas e duradouras — para as vítimas e sobreviventes, para as suas famílias e para comunidades inteiras.
Este flagelo destrói vidas, agrava desigualdades, fragiliza o tecido social e compromete processos de paz e reconciliação.
Neste Dia Internacional, reafirmamos o nosso compromisso inabalável de prevenir e erradicar todas as formas de violência sexual relacionada com conflitos.
Devemos reforçar a responsabilização, garantindo que os autores destes crimes são levados à justiça.
Devemos também assegurar que os sobreviventes têm acesso a um apoio abrangente — incluindo cuidados de saúde, apoio psicossocial e assistência jurídica.
É essencial amplificar as vozes das vítimas e dos sobreviventes, colocando-os no centro das respostas e dos processos de tomada de decisão.
A comunidade internacional deve intensificar os seus esforços para enfrentar as causas profundas da violência sexual em contextos de conflito, incluindo a desigualdade de género, a impunidade e a fragilidade institucional.
Parcerias fortes, liderança política e financiamento sustentável são fundamentais para alcançar progressos reais.
Juntos, devemos agir com urgência e determinação para pôr fim a estes crimes e construir um mundo onde a dignidade e os direitos de todas as pessoas sejam plenamente respeitados.
Muito obrigado.”
-O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.