O SECRETÁRIO-GERAL
2 de Novembro
Em todo o mundo, os jornalistas continuam a pagar um preço exorbitante por dizerem a verdade.
Os profissionais da comunicação social desempenham um papel essencial para manter o público informado e responsabilizar quem detém o poder.
No entanto, são frequentemente assediados, vigiados, processados, agredidos fisicamente ou presos — e, por vezes, até torturados ou assassinados — simplesmente por fazerem o seu trabalho.
No último ano, pelo menos 34 jornalistas pagaram o preço mais alto.
Seis em cada sete destes assassínios ficam impunes.
Em contextos de conflito, a taxa de impunidade aproxima-se dos 100 por cento.
Trata-se de uma afronta atroz às vítimas e aos seus entes queridos, bem como a todos nós que dependemos dos jornalistas para nos mantermos informados e empenhados.
Este escândalo tem de acabar.
Tal inclui investigar todos os casos, levar todos os responsáveis à justiça e pôr fim aos ataques online.
Sabemos que é possível progredir.
Desde o lançamento, em 2012, do Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, a taxa de impunidade destes crimes nos países que não vivem situações de conflito armado desceu de 94 por cento para 77 por cento.
Mas temos de fazer mais.
Neste Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, exigimos justiça.
Quando os jornalistas são atacados e o seu trabalho informativo é silenciado, todos nos tornamos vítimas.