O SECRETÁRIO-GERAL
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22 de março de 2025
O tema do Dia Mundial da Água deste ano recorda-nos uma verdade nua e crua: a preservação dos glaciares é essencial para a segurança, a prosperidade e a justiça
Os glaciares são cofres da natureza, que guardam um recurso precioso: quase 70 por cento de toda a água doce da Terra.
À medida que os glaciares derretem, saciam a sede das comunidades, sustentam os ecossistemas e apoiam a agricultura, a indústria e a energia limpa. Mas as temperaturas escaldantes estão a drenar estes cofres a uma velocidade recorde – dos Himalaias aos Andes, dos Alpes ao Ártico.
Estão a ser desencadeadas inundações mortais, afetando milhares de milhões de pessoas, tanto nas cidades como nas zonas rurais. Comunidades que vivem numa quota baixa e países inteiros estão a enfrentar ameaças existenciais, enquanto a competição pela água e pela terra está a agravar as tensões.
Os glaciares podem estar a encolher, mas não podemos fugir às nossas responsabilidades.
O Pacto para o Futuro, acordado pelos países em setembro passado, compromete-os com ações ambiciosas para proteger, restaurar e sustentar os glaciares do mundo e reforçar a resiliência das comunidades. Nomeei também um enviado especial para a Água para reforçar a cooperação internacional na gestão sustentável dos recursos de água doce.
A ação este ano é fundamental. Cada país deve apresentar fortes planos nacionais de ação climática – ou NDCs – alinhados com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius.
Prevê-se que o financiamento para a adaptação e resiliência climática aumente, apoiado pela reforma da arquitetura financeira internacional para desbloquear um financiamento climático sustentado e maciço.
Juntos, vamos agir para preservar estas condutas de vida congeladas para a humanidade.