Os trabalhadores humanitários são a última tábua de salvação para mais de 300 milhões de pessoas apanhadas em conflitos ou catástrofes.
Contudo, o financiamento dessa tábua de salvação está a esgotar-se. E aqueles que prestam ajuda humanitária estão cada vez mais sob ataque. No ano passado, pelo menos 390 trabalhadores humanitários — um número recorde — foram mortos em todo o mundo.
Desde Gaza ao Sudão, passando pelo Mianmar, entre outros. O direito internacional é claro: os trabalhadores humanitários devem ser respeitados e protegidos.
Nunca podem ser alvo de ataques. Esta regra é inegociável e vinculativa para todas as partes em conflito, sempre e em qualquer lugar. No entanto, há linhas vermelhas a serem ultrapassadas com impunidade.
Os governos comprometeram-se a agir — e o Conselho de Segurança traçou um caminho para proteger os trabalhadores humanitários e o seu trabalho crucial. As regras e as ferramentas existem.
O que falta é vontade política — e coragem moral. Neste Dia Mundial da Ajuda Humanitária, honremos os que caíram com ação:
Para proteger cada trabalhador humanitário — e investir na sua segurança.
Para pôr fim às mentiras que custam vidas. Para reforçar a responsabilização e levar os perpetradores à justiça.
Para acabar com o fluxo de armas entre as partes que violam o direito internacional.
Juntos, digamos a uma só voz: Um ataque aos humanitários é um ataque à humanidade. E vamos #AgirPelaHumanidade.