SECRETÁRIO-GERAL
3 de março de 2026
Não é segredo que a atividade humana empurrou milhões de espécies animais para o limite da sobrevivência. Mas prestamos muito menos atenção às plantas — as arquitetas silenciosas do planeta.
Em todo o mundo, a flora sustenta economias, apoia a saúde humana e mantém quase todas as outras formas de vida. Isto é particularmente verdade no caso das plantas medicinais e aromáticas — o tema do Dia Mundial da Vida Selvagem deste ano.
As espécies terapêuticas são vitais tanto para a medicina tradicional como para a moderna, sustentando os meios de subsistência de milhões de pessoas e o bem‑estar de muitas mais. As plantas aumentam a biodiversidade, estabilizam os solos e representam séculos de conhecimento e de gestão cuidadosa por parte dos povos indígenas e das comunidades locais.
Mas hoje, este património vivo está ameaçado. A crise climática, a destruição de habitats, a colheita excessiva e o comércio ilegal estão a acelerar o declínio de milhares de plantas, colocando em risco rendimentos e ecossistemas.
Ao reforçarmos a governação ambiental global através de pactos como o Quadro Global de Biodiversidade de Kunming‑Montreal, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção e o Acordo sobre a Biodiversidade Marinha das Zonas para Além da Jurisdição Nacional, podemos tornar o nosso planeta mais seguro para todos os seres vivos.
Apelo a todos os países que se tornem jardineiros dos bens comuns globais. Juntos, podemos garantir que os ecossistemas que curaram a humanidade durante milénios nos continuem a sustentar por muitas gerações.