O secretário-geral
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8 de junho de 2025
Os oceanos cobrem a maior parte do nosso planeta – e sustentam toda a vida na Terra.
Ao longo dos tempos, os nossos oceanos moldaram culturas, despertaram a imaginação e inspiraram admiração. Fornecem o ar que respiramos, o alimento que consumimos, os empregos de que precisamos e regulam o clima de que dependemos.
Mas hoje, os oceanos precisam da nossa ajuda. Os sinais de alerta são evidentes – desde águas saturadas de plástico ao colapso das populações de peixes e à perda de ecossistemas marinhos, desde o aumento das temperaturas à subida do nível do mar.
Temos de preservar aquilo que nos preserva.
A ilusão de que os oceanos podem absorver emissões e resíduos ilimitados tem de acabar.
É fundamental investir de forma significativa na ciência, na conservação e na economia azul sustentável – e garantir um apoio muito mais robusto às comunidades costeiras, aos povos indígenas e aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, que já estão a sofrer gravemente os impactos das alterações climáticas.
Devemos ainda proteger a biodiversidade marinha, rejeitar práticas que causam danos irreversíveis e cumprir a promessa do Acordo sobre a Biodiversidade para Além da Jurisdição Nacional.
A Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que tem início amanhã, será um momento crucial para fazer avançar estas prioridades e renovar o compromisso coletivo do mundo com o oceano.
Apelo a todos os governos e parceiros que ajam – com ambição, recursos e determinação.
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