O SECRETÁRIO-GERAL
29 de agosto de 2026
Este dia recorda-nos as consequências devastadoras dos ensaios nucleares, lições que a humanidade aprendeu através de uma experiência amarga.
É um momento para refletir sobre as vítimas e os sobreviventes dos ensaios nucleares, cujas vidas, terras e descendentes ficaram marcados pelas explosões nucleares.
O seu sofrimento não pertence ao passado. É um aviso.
Neste momento de tensão geopolítica, divisão e desconfiança, é mais importante do que nunca que prestemos atenção a esse aviso.
Este ano assinala o trigésimo aniversário da abertura à assinatura do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares e os 35 anos desde o encerramento do local de testes nucleares de Semipalatinsk. Estes marcos recordam-nos que a humanidade pode e deve escolher a contenção em vez da destruição.
Os ensaios nucleares não demonstram força. Destroem a confiança, incentivam testes de retaliação, alimentam uma corrida ao armamento nuclear e traem todas as comunidades que ainda vivem com o legado dos ensaios nucleares do passado.
O mundo nunca mais deve assistir a uma explosão nuclear.
Apelo a todos os Estados detentores de armas nucleares para que mantenham as atuais moratórias e ajam sem demora para garantir a entrada em vigor do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares.
Lembremo-nos da razão pela qual este dia existe.
Renovemos o nosso compromisso de pôr fim aos ensaios nucleares.