O SECRETÁRIO-GERAL
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22 de abril de 2025
A Mãe Terra está com febre.
O ano passado foi o mais quente desde que há registo.
O ponto culminante de uma década marcada por temperaturas recorde.
Sabemos o que está a causar esta doença: as emissões de gases com efeito de estufa que a humanidade continua a lançar para a atmosfera – maioritariamente resultantes da queima de combustíveis fósseis.
Sabemos quais são os sintomas: incêndios florestais devastadores, cheias, calor extremo. Vidas perdidas, meios de subsistência destruídos.
E sabemos qual é a cura: reduzir rapidamente as emissões de gases com efeito de estufa e acelerar a adaptação às alterações climáticas para proteger as pessoas – e a natureza – de desastres climáticos.
Entrar no caminho da recuperação é uma vitória para todos.
As energias renováveis são mais baratas, mais saudáveis e mais seguras do que os combustíveis fósseis.
E investir na adaptação é essencial para construir economias resilientes e comunidades mais seguras, agora e no futuro.
Este ano é decisivo.
Todos os países devem apresentar novos planos nacionais de ação climática alinhados com o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 ºC – fundamental para evitar o pior da catástrofe climática.
É uma oportunidade vital para aproveitar os benefícios da energia limpa. Apelo a todos os países para que a aproveitem, com o G20 a liderar o caminho.
Precisamos também de agir contra a poluição, travar a perda de biodiversidade e garantir o financiamento necessário para proteger o nosso planeta.
Juntos, vamos arregaçar as mangas e fazer de 2025 o ano em que restauramos a saúde da Mãe Terra.