ONU News No Dia dos Direitos Humanos, ONU alerta para aumento de desigualdade

No Dia dos Direitos Humanos, ONU alerta para aumento de desigualdade

As Nações Unidas celebram, neste 10 de dezembro, o Dia dos Direitos Humanos. O tema desse ano é a redução das desigualdades.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o mundo está numa “encruzilhada” com pandemia, crise climática e a expansão das tecnologias digitais ameaçando os direitos humanos.

Exclusão

Para ele, a exclusão e a discriminação crescem em meio à diminuição da esfera pública. Guterres lembrou que a pobreza e a fome estão aumentando, pela primeira vez, em décadas e milhões de crianças estão perdendo o seu direito à educação. 

Há 73 anos, em 1948, a Assembleia Geral adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os princípios estabelecidos no texto continuam a ser a chave para a realização de todos os direitos humanos, para todas as pessoas, em todos os lugares.

Para Guterres, a recuperação da pandemia deve ser uma oportunidade para expandir os direitos humanos e as liberdades e reconstruir a confiança na justiça e na imparcialidade das leis e das instituições. 

Ele reafirmou que as Nações Unidas defendem os direitos de cada membro da “família humana” e que continuará a trabalhar pela justiça, igualdade, dignidade e direitos humanos para todos.

Versão inicial da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Foto ONU/Greg Kinch

Versão inicial da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Esperança

Também em mensagem sobre a data, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que os dois últimos anos foram uma demonstração dolorosa do custo intolerável de desigualdades crescentes. 

Ao lembrar a Declaração Universal, ela citou os diversos progressos vistos, com mais crianças indo às escolas e mais mulheres conquistando autonomia. 

Mas as crises dos últimos 20 anos vêm atrasando o ritmo do progresso. Ela também avaliou que a pandemia deixou efeitos arrasadores, aprofundando as diferenças, a começar pela distribuição de vacinas.

Bachelet citou a crise climática, que afeta milhões de pessoas e aumenta o número que migra em decorrência dos efeitos das mudanças no clima. 

Para ela, a igualdade está no centro dos direitos humanos e que é preciso abraçar toda diversidade e exigir o fim de qualquer tipo de discriminação.