Nova cobertura de seguro ajudará comunidades afetadas por secas na África

As agências humanitárias estão criando apólices inovadoras de seguro contra riscos climáticos para proteger até 1,3 milhão de pessoas na África Ocidental da seca catastrófica. Os países beneficiados incluem o Senegal, o Mali, a Mauritânia, o Burkina Faso e a Gâmbia.

Essas coberturas irão liberar fundos para ajudar as comunidades vulneráveis ​​ameaçadas pelas secas antes que estas atinjam níveis catastróficos. Coletivamente, as apólices adquiridas poderiam liberar um total de US$ 49,5 milhões nos cinco países.

O Mali será um dos países beneficiados pelas novas apólices de seguro. , by Foto: Minusma/Sophie Ravier

Seguro

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a Start Network compraram essas coberturas de seguro contra riscos climáticos de “réplica” da Capacidade Africana de Risco, ARC, da União Africana, complementando as adquiridas pelos governos nacionais.

Esta iniciativa, que é conhecida pelo nome ‘ARC Réplica’, permite que governos e agências humanitárias acessem e canalizem rapidamente o financiamento para pessoas vulneráveis ​​no caso de uma seca extrema.

Pagamento

A diretora nacional do PMA, Silvia Caruso, destacou que a “ARC Replica está reforçando a cobertura de seguro oferecida pela ARC, aumentando a soma segurada para o Mali.” Ela explicou que “isso aumenta o número de pessoas que se beneficiarão de um pagamento no caso de uma grande seca.”

Esse financiamento ajuda a proteger o gado e outros bens e a suplementar os programas de alimentação para crianças desnutridas. Para garantir que a assistência chegue rapidamente às pessoas necessitadas, a Start Network e o PMA trabalharam com cada país segurado para identificar como os recursos e a assistência podem ser entregues com mais eficiência.

Resposta

A ARC e a Réplica ARC usam estímulos pré-acordados, como dados de satélite pluviométricos, que permitem uma resposta rápida envolvendo atividades pré-estabelecidas, como transferências de renda e a distribuição de suplementos alimentares e nutricionais.

O objetivo é evitar situações em que as famílias tirem as crianças da escola, migrem ou vendam animais e sementes antes da próxima estação agrícola.

Os pagamentos são feitos duas semanas depois de uma colheita fracassada, meses antes da disponibilização de recursos humanitários tradicionais. Normalmente, as agências de ajuda dependem do financiamento que é fornecido pelos doadores após uma ter ocorrido uma crise.


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