ONU News Novo guia quer impulsionar comércio agrícola entre países da África 

Novo guia quer impulsionar comércio agrícola entre países da África 

Uma nova publicação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, e da União Africana quer impulsionar o comércio agrícola regional em apoio ao acordo de Zona de Comércio Livre Continental. 

Em vigor deste 1º de janeiro deste ano, a área de comércio livre é a maior do mundo em termos de número de países participantes, representando um mercado de 1,2 bilhão de consumidores. 

Colaboração 

A FAO destaca que seja incentivado o comércio agrícola entre os países africanos, tendo em conta que é importante colaborar para aumentar a segurança alimentar e nutricional na região do mundo que mais importa alimentos. 

© FAO/John Wessels

Pescadores senegaleses descarregam peixes de seus barcos para vender nos mercados locais e exportar para outros países

Por ano, África gasta US$ 80 bilhões em produtos agrícolas e alimentícios comprados em outras regiões do mundo. O destaque vai para cereais, carnes, laticínios, gorduras, óleos e açúcar. 

Com o Quadro para Impulsionar o Comércio Intra-Africano de Produtos e Serviços Agrícolas, a ideia é reduzir ou eliminar as barreiras ao comércio para facilitar e expandir essas atividades.  

Crescimento  

Entre as principais limitações para essas trocas estão medidas não tarifárias, incluindo processos alfandegários complicados, diversos padrões alimentares ou conflitantes e políticas que incentivam a informalidade. 

Com o novo quadro também se pretende desbloquear o potencial do setor agrícola em favor de um crescimento continental sustentável e inclusivo. 

Banco Mundial/John Hogg

Terrenos agricolas com fábricas ao fundo, na África do Sul

De acordo com a publicação, os países da África consomem menos de 20% do total dos produtos agrícolas vendidos na região. 

Liberalização 

A agência da ONU realça a aposta dos países africanos de baixar em 90% os impostos e mais de 5 mil linhas tributárias, além de liberalizarem os serviços.  

Somente na fase de transição, essa liberalização tarifária permitiria gerar até US$ 16,1 bilhões e um crescimento de 33% no comércio de mercadorias, o equivalente a mais do dobro da proporção atual. 

ONU

Alcca deve favorecer a industrialização, o crescimento de empresas e crescimento do comércio entre países da África.