Novo relatório das Nações Unidas destaca a importância do voluntariado

No mundo inteiro, uma em cada sete pessoas pertence a uma rede de voluntariado. Segundo a ONU, a cooperação entre os governos e estes indivíduos contribui para que as tomadas de decisões por parte das autoridades seja colaborativa, melhorando a inclusão social e combatendo as desigualdades.

John Newby, Biólogo Voluntário das Nações Unidas para a Vida Selvagem no Chade em 1971, e em 2021. ©John Newby, arquivo pessoal

Em 1971, John Newby tornou-se no pioneiro do programa de voluntariado das Nações Unidas, servindo na Direção dos Parques Nacionais do Chade enquanto biólogo da vida selvagem. Hoje conta com 72 anos, mas as memórias dos seus tempos como voluntário permanecem e continuam a trazer-lhe felicidade.

“Durante os meus anos de voluntariado, houveram muitas ocasiões memoráveis – tanto boas como más. Uma das piores inclui a minha primeira luta contra a malária, enquanto seguia o rasto de leopardos. Tive de parar e dormir no mato o melhor que pude, mas dormir era difícil com o latido constante dos grandes felinos das redondezas”, conta Newby, prosseguindo, “Uma das melhores recordações deve ser o meu casamento tradicional com a minha mulher chadiana […] Foi realmente duro no inicio, mas como se costuma dizer: o que não nos mata apenas nos torna mais fortes”.

Ao longo dos anos, o programa da voluntariado das Nações Unidas tem-se vindo a expandir e a desenvolver, contando com cerca de 9 mil voluntários em todo o mundo, tanto online como nos locais onde a ajuda é necessária.

Foto de UN Volunteers

Através do estudo do impacto da presença de voluntários em diversos países, a ONU chegou à conclusão que:

  • O voluntariado promove uma cultura de tomada de decisões colaborativa. Os voluntários contribuem para moldar e dar prioridade a questões que consideram importantes, trabalhando em conjunto com as autoridades estatais.
  • O voluntariado altera relações de poder desiguais. Os voluntários têm a capacidade, através da colaboração com os responsáveis pela tomada de decisões, de reconfigurar relações de poder desiguais entre cidadãos comuns e as autoridades.
  • O voluntariado oferece diversos caminhos para a participação cívica, mas continua a ser desigual.
  • Os voluntários constroem “pontes”. Os voluntários encontram-se frequentemente na posição única de intermediação nas relações entre prestadores de serviços e beneficiários.

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