Atualidade Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em destaque no Conselho dos Direitos Humanos

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em destaque no Conselho dos Direitos Humanos

Na abertura da 31ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, a 29 de fevererio, em Genebra (Suíça), altos funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) enfatizaram a poderosa relação entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o direito ao desenvolvimento, sublinhando que as pessoas que estão na linha da frente dos conflitos armados e das necessidades humanitárias desejam que a Organização alivie o seu sofrimento.

“A paz e segurança a longo prazo não podem existir sem os direitos humanos vigorarem para todos”, disse o Secretário-geral, Ban Ki-moon,aos membros do Conselho de Direiots Humanos.

“O desenvolvimento sustentável é impossível sem paz e segurança. Os direitos humanos são a base da nossa Humanidade comum. Estas ligações fundamentais têm levado a ONU a realizar uma ampla defesa dos direitos humanos”, sublinhou.

Ban Ki-moon realçou, também, que o acordo do passado mês de dezembro, entre o Japão e a República da Coreia sobre as chamadas “mulheres de conforto”, submetidas a um sofrimento tremendo durante a Segunda Guerra Mundial, vem sublinhar a necessidade de responder à dor das vitimas, não importando os anos que já tenham passado.

“Espero que a implementação fiel do acordo, guiada pelas recomendações dos mecanismos de direitos humanos da ONU, ajude a curar estas feridas”, afirmou, acrescentando que “neste momento de múltiplos conflitos e de necessidade acentuada de ajuda humanitária”, a comunidade global deve fazer mais para prevenir as crises e proteger as pessoas.

“Este será um dos principais apelos à ação na primeira Cimeira Humanitária Mundial da história da ONU, a decorrer a 23 e 24 de maio, em Istambul – uma oportunidade para nos reunirmos para encontrar soluções e parcerias que defendam a dignidade humana e a nossa Humanidade comum”, realçou Ban-Kimoon.

Agenda 2030 quer “alcançar as pessoas que estão a ficar para trás”

Insistindo que a Agenda 2030 é um grande passo no alcance dos direitos humanos, o chefe da ONU disse que o seu compromisso é “alcançar as pessoas que estão a ficar para trás”, referindo-se às pessoas mais vulneráveis – as vítimas da desigualdade e injustiça. Explicou que muitas dessas pessoas vivem nas zonas de conflito ou são afetadas pelas alterações climáticas. Entre elas encontra-se ta,bém migrantes, refugiados, deslocados e apatriados.

“Construir grandes muros e criar regimes de asilo restritivos não contribui em nada para responder ao que está na origem dos movimentos populacionais em massa, que frequentemente está ligado a um desenvolvimento deficiente e os desafios da governação”, acrescentou.

Na semana passada, o Secretário-geral visitou algumas das frentes do conflito armado e com necessidade de ajuda humanitária em África. “O que vi na maioria dos rostos dessas pessoas foi ânsia por liberdade, prosperidade e justiça. Elas esperam que a Organização das Nações Unidas as ajude a aliviar o seu sofrimento e a construir um futuro melhor”, disse.

Derrubar a discriminação está no coração do direito ao desenvolvimento

Por sua vez, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein,  disse que a luta para derrubar a discriminação está no coração do direito ao desenvolvimento e da Agenda 2030.

“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pretendem tornar realidade os direitos humanos para todos”, sublinhou Zeid Ra’ad Al Hussein. “A responsabilidade recai agora sobre a implementação, a entrega às promessas da agenda para uma mudança transformativa. Precisamos de agir para garantir que os principios dos direitos humanos, incluindo o direito ao desenvolvimento, estão no centro desta nova conduta vital para o progresso e bem-estar humano”.

O Alto-Comissário insistiu que a comunidade global não pode corrigir problemas que não sejam bem conhecidos. “Apenas se os dados forem recolhidos com precisão e desagregados de acordo com todos os motivos de discriminação proibidos pela lei dos direitos humanos, seremos capazes de medir o nosso progresso no alcance dos mais vulneráveis e excluídos”, disse.

 

1 de março de 2016, Centro de Notícias da ONU/Traduzido & Editado por UNRIC