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ONU: Conferência angaria €5,3 mil milhões para a Síria

Na 5ª conferência de Bruxelas sobre a Síria, os líderes de várias agências da ONU apelaram aos doadores internacionais para intensificarem o apoio aos milhões de sírios dependentes da ajuda humanitária, ao fim de uma década de conflito no país. Do objetivo pretendido de 8,4 mil milhões de euros, foram angariados 5,3 mil milhões – menos 1,6 mil milhões do que no ano anterior.

Os líderes das agências da ONU para os refugiados (ACNUR), para o desenvolvimento (PNUD) e para a ajuda humanitária (OCHA) apelaram à mobilização internacional com o objetivo de oferecer alimentos, água e saneamento, serviços de saúde, educação, vacinação de crianças e abrigo a milhares de pessoas na Síria. De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 24 milhões de pessoas carecem hoje de ajuda humanitária na Síria e região envolvente: mais quatro milhões do que em 2020.

As Nações Unidas apelaram a €8,4 mil milhões de financiamento, dos quais €3,5 mil milhões para a resposta humanitária no país e €4,8 mil milhões para o apoio a refugiados e comunidades anfitriãs na região. O montante conseguido ficou aquém do objetivo, ascendendo aos 5,3 mil milhões: 3,6 mil milhões para 2021 e 1,7 mil milhões para 2022.

 “Os sírios viveram dez anos de desespero e desastre. Hoje, as condições de vida em colapso, o declínio económico e a covid-19 estão a gerar mais fome, desnutrição e doenças. Há menos guerra, mas nenhuma precipitação para a paz. Hoje, mais pessoas precisam de ajuda do que nunca, desde o início do conflito, e as crianças precisam de voltar para a escola. Investir em generosidade e humanidade é bom, mas manter o padrão de vida básico do povo sírio também é um ingrediente essencial para a paz duradoura. É do interesse de todos”, declarou o subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, na conferência.

Do total angariado, 1,7 mil milhões foram disponibilizados pela Alemanha, 596 milhões dos Estados Unidos da América e 560 milhões da União Europeia, entre dezenas de Estados e doadores privados. A este valor, acrescem 5,9 mil milhões de euros em empréstimos “com condições favoráveis” oferecidos por instituições financeiras internacionais. 

Ao fim de dez anos de guerra, a pandemia de covid-19 tem agravado a situação na Síria. O país enfrenta um aumento da fome e da pobreza, a par de um fluxo crescente de populações deslocadas e ataques contínuos. Em cada cinco refugiados sírios no mundo, quatro estão nos países vizinhos, naquela que se mantém como a maior crise de refugiados do globo. As consequências do conflito são agudizadas pela crise económica sentida no país.

“Após uma década de exílio, a situação dos refugiados foi agravada pelo impacto esmagador da pandemia, perda de meios de subsistência e pobreza. Educação, aumento da fome e desespero. Os ganhos duramente conquistados coletivamente ao longo dos anos já estão em risco. A comunidade internacional não pode dar as costas aos refugiados ou seus anfitriões. Os refugiados e seus anfitriões não devem receber nada menos do que nosso compromisso, solidariedade e apoio inabalável. A falha nesta área será catastrófica para as populações e para a região” – Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi

Iniciada em 2017, a conferência anual de Bruxelas sobre a Síria destina-se a “apoiar o povo sírio e mobilizar a comunidade internacional no apoio a uma solução política abrangente e credível para o conflito sírio”.


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