ONU contribui para apoiar parte dos 2,3 milhões de afetados pela seca em Angola

A província angolana do Cunene recebeu toneladas de bens para apoiar programas em prol das populações vítimas da seca. A doação será feita nesta terça-feira pelo representante em Angola do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, Abubacar Sultan.

A entrega faz parte de uma iniciativa para responder à emergência que ocorre nas províncias de Huíla, Bié e Namibe. A seca afeta mais de 2,3 milhões de pessoas, incluindo 491 mil crianças com menos de cinco anos.

Resposta

O Unicef aponta que os bens de auxílio no valor de US$ 160 mil foram adquiridos com valores do Fundo Central para Resposta às Emergências das Nações Unidas, Cerf.

Os produtos serão usados em programas de reabilitação nutricional de crianças, água e saneamento e “kits de dignidade” para mulheres.

Este ano, o Unicef e o Governo da Província do Cunene formalizaram uma iniciativa para atuação de emergência em setores como água, saneamento, higiene, nutrição, mobilização social e mudança de comportamento.

O programa também envolve a entrega de recursos materiais, tecnológicos e capital humano “necessários para uma gestão eficiente e implementação adequada das atividades no terreno”.

© Unicef Angola/Carlos Louzada

Em Angola, a seca afeta mais de 2,3 milhões de pessoas, incluindo 491 mil crianças com menos de cinco anos.

Programa de Desenvolvimento

O Unicef também prevê atuar em ações de desenvolvimento para reforçar o sistema de proteção da criança na província, o registo de nascimento, o desenvolvimento da primeira infância, a educação, a saúde e a capacitação.

Nas atividades de formação deverão ser envolvidos participantes de diferentes sectores para a oferta de serviços básicos às famílias e crianças. 

Abordagem “Porto seguro”

Nesta segunda-feira foi assinada uma parceria de US$ 2 milhões que prevê a implementação da abordagem “Porto Seguro” no município de Ombadja. O programa envolve o Governo da Província de Cunene, o Banco de Fomento de Angola e o Unicef.

Várias escolas e outras infraestruturas sociais angolanas servirão de plataformas para o acesso a água, nutrição e fornecimento de serviços sociais básicos como a educação, desenvolvimento da primeira infância, saúde, registo e proteção.

A meta é promover “a complementaridade, integração e sinergias entre serviços do governo e os seus parceiros para maximizar o uso de recursos para fortalecer a resiliência e alcançar melhores resultados no imediato e a longo prazo para as crianças mais vulneráveis.”


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