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ONU e Guiné-Bissau juntas em ação para valorizar fileira da manga no país

A Organização das Nações Unidas Para o Desenvolvimento Industrial, Unido, e o governo guineense pretendem mudar o paradigma de aproveitamento das frutas tropicais no país através da Melhoria da Competitividade da Fileira da Manga na Guiné-Bissau. 

Foco

O Projeto lançado na capital Bissau pretende, ao longo dos próximos três anos, apostar seriamente na transformação local da manga em vários subprodutos. A ação é financiada pela União Europeia com 4 milhões de euros e 800 mil euros da Unido.

A agência da ONU vai intervir nos eixos: produção, transformação e exportação.

Falando à ONU News em Bissau, o ponto focal da Unido no país, Nelson Constantino Lopes, explicou o projeto que visa organizar a fileira da manga na Guiné-Bissau. 

“Temos dois componentes que vão agregar o projeto: empreendedorismo e mecanismos de financiamento e acesso ao mercado para promover novos empreendedores por forma a contribuir para a dinamização da fileira da manga na Guiné-Bissau”.


Produção

O também coordenador nacional da Wacomp-Gb qualificou o projeto de inovador e desafiante e disse que a Unido vai apoiar o governo, o setor privado e as Organizações Não-Governamentais que trabalham na fileira da manga e outras frutas para que a economia circular ganhe força e seja uma mais valia para o país.

A Guiné-Bissau produz cerca de 35 mil toneladas de manga por ano e acredita-se que 70% da produção é desperdiçada devido à falta de industrialização do produto.  

“Com as dificuldades que nós sentimos que o governo tem em relação a estruturação da questão da industrialização no país, a Onudi se predispôs a apoiar o governo na organização de uma Agenda Nacional de Industrialização, isto quer dizer o perfil industrial do país”.

Alexandre Soares.

O Projeto lançado na capital Bissau pretende, ao longo dos próximos três anos, apostar seriamente na transformação local da manga em vários subprodutos

Agenda Nacional

Nelson Lopes disse que a Unido nutre uma cooperação positiva com o governo, tanto assim que este, juntamente com os parceiros, está empenhado na dinâmica de fazer constar a industrialização da agenda nacional. Ele esperar que a parceria seja estratégica e de ganhos mútuos.

A industrialização é, segundo o chefe da Unido, importante para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. “Virou uma questão central em África, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento, e a Guiné-Bissau não pode ficar à margem deste desafio, desta dinâmica de aproveitar a onda de industrialização que está a acontecer para fazer crescer sua economia”.

Antes deste projeto de agronegócio, a Unido já havia trabalhado com o governo guineense na área das energias renováveis como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9, construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. 

*De Bissau para a ONU News, Amatijane Candé.