ONU pede o fim da pobreza energética e limitação das mudanças climáticas

As Nações Unidas realizaram esta sexta-feira o Diálogo de Alto Nível sobre Energia. O evento convocado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, é o primeiro a juntar líderes para debater as questões energéticas em mais de 40 anos.

De acordo com o líder das Nações Unidas, 760 milhões de pessoas não possuem acesso à eletricidade. Guterres também citou que 2,6 bilhões não tem energia limpa para cozinhar.

Chefe da ONU defende investimentos em energias renováveis

Foto: ONU/Mark Garten

Chefe da ONU defende investimentos em energias renováveis

Emissões

O secretário-geral lembrou que a forma como se produz e utiliza o recurso é a principal causa da crise climática. Guterres informou ainda que meios energéticos respondem por 75% do total das emissões de gases de efeito estufa.

Entre as prioridades para o tema estão diminuir as diferenças de acesso à energia, descarbonizar os sistemas energéticos, mobilizar financiamento e promover transferência tecnológica e, finalmente, assegurar que ninguém seja esquecido na corrida por um futuro sem emissões.

O chefe da ONU defende o início imediato da pauta energética, que faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e que não se pode esperar outras quatro décadas.

Técnico verifica paineis de energia solar

Foto: UNDP/Karin Schermbucker

Técnico verifica paineis de energia solar

Recuperação

No evento, o presidente da Assembleia Geral, Abdullah Shahid, também destacou a importância do setor energético para recuperação da pandemia e para apoiar os esforços com vista a frear as mudanças climáticas.

Em seu discurso, Shahid reforçou o número de pessoas sem acesso à energia e fez apelo para que o investimento em energia renovável siga crescendo.

O líder apontou que os auxílios aos países em desenvolvimento chegaram a US$ 21,4 bilhões em 2017. A quantia representa o dobro do montante de 2010. No entanto, ele estima que apenas uma porção pequena chegou aos países mais pobres e isolados.

Sobre os valores arrecadados para melhorar os métodos de cozinha, o presidente da Assembleia Geral alertou que apenas US$32 milhões foram disponibilizados. O valor solicitado é de US$ 4,4 bilhões.


Direito Internacional e Justiça

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