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ONU pede responsabilização de autores após mortes de pelo menos 100 em Mianmar

As Nações Unidas condenaram, nos termos mais veementes, a morte de dezenas de civis, incluindo crianças e jovens, pelas forças de segurança em Mianmar neste sábado.

De acordo com agências de notícias, o sábado foi o dia mais sangrento desde o início das manifestações de rua no país do sudeste asiático com pelo menos 100 mortos.

ONU/Rick Bajornas

Aung San Suu Kyi, líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz

Prêmio Nobel da Paz

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral António Guterres disse que a contínua repressão militar, que causou o maior número de mortes em um só dia desde o início de fevereiro, é inaceitável e exige uma resposta internacional firme, unificada e resoluta.

A crise política em Mianmar ressurgiu em 1 de fevereiro quando os militares dissolveram o governo prendendo a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, e outros integrantes do governo.

Os militares alegam que as eleições do ano passado, vencidas pelo partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia, foram fraudadas.

Unsplash/Zinko Hein

Pelo menos 400 pessoas já foram mortas em protestos de rua em Mianmar.

Direitos humanos

António Guterres reiterou seu apelo urgente aos militares para que evitem violência e repressão.

Segundo agências de notícias, pelo menos 400 pessoas já foram mortas em protestos de rua desde a intervenção militar.

Para o chefe da ONU, os autores das graves violações dos direitos humanos cometidas em Mianmar devem ser responsabilizados.