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Pandemia empurrou até 132 milhões de pessoas para a fome crônica

A pandemia de Covid-19 prejudicou vários esforços para o alcance da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.  

Em um novo relatório, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, revela que entre 83 milhões a 132 milhões de pessoas foram empurradas para a fome crônica em 2020.  

O documento da agência foi divulgado para coincidir com a Conferência da ONU sobre Sistemas Alimentares, que acontece nesta quinta-feira, em Nova Iorque. 

Situação alarmante  

África abriga uma em cada cinco pessoas que enfrentaram fome em 2020

FAO/Junior D. Kannah

África abriga uma em cada cinco pessoas que enfrentaram fome em 2020

O evento de alto nível busca chamar a atenção global para a urgência de uma reforma na produção e distribuição de alimentos e também para a importância de se erradicar a fome e reduzir doenças relacionadas à má alimentação. 

O chefe de Estatísticas da FAO, Pietro Gennari, declarou que a situação é “alarmante” e que agora, ficou mais difícil alcançar a Agenda 2030.  

Praticamente 14% dos alimentos são perdidos ao longo da cadeia de abastecimento, isso antes de mesmo de chegar aos consumidores. Produtores de pequena escala continuam na desvantagem: as mulheres dos países em desenvolvimento ganham menos do que os homens, mesmo quando produzem mais.  

Alta no preço dos alimentos  

Mulheres em Bangladesh participam da agricultura resiliente ao clima.

Pnud Bangladesh

Mulheres em Bangladesh participam da agricultura resiliente ao clima.

A pandemia de Covid e as medidas de confinamento para conter a transmissão do vírus tiveram também um impacto na volatilidade dos preços dos alimentos, que aumentaram.  

O relatório destaca ainda que a escassez de água é muito alta em várias regiões do mundo, o que também ameaça os progressos para o desenvolvimento sustentável.  

Mas o documento relaciona alguns avanços do setor: implementação de decisões para combater a pesca ilegal, manejo sustentável de florestas, políticas para eliminar o subsídio das exportações agrícolas e investimentos para ampliar a produtividade em países em desenvolvimento.  

A agência recomenda aos países uma séria de medidas, incluindo aumentar o investimento na agricultura, apoiar pequenos produtores e adotar medidas para conter a alta no preço dos alimentos.  


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