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Preço dos alimentos tem subida veloz em maio e pode alcançar maior alta desde 2011

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, informa que o preço da cesta básica em maio teve uma alta veloz. Com isso, os alimentos podem sofrer o maior encarecimento desde setembro de 2011.

Pelo Índice de Preços da FAO, o aumento foi de 4,8% se comparado a abril com a alta puxada por óleos vegetais, açúcar e cereais.

Foto: FAO/Alessia Pierdomenico

Derivados do leite também subiram 1,8% em maio com uma média de 28% acima do patamar de um ano atrás

Estados Unidos

O índice de 127.1 pontos representa 39,7% acima do registrado em maio de 2020. A escala do valor cobrado pelos cereais teve um acréscimo de 6% em abril com a alta do preço do milho, que foi de 89,9% acima da média dos últimos três anos. No fim do mês, houve uma queda no preço por causa de melhores perspectivas para a colheita nos Estados Unidos. No mercado internacional, o milho também teve uma leve queda ao contrário do arroz que manteve os patamares do mês anterior.

O óleo de palma e soja também subiu com a redução da produção no sudeste da Ásia. O setor de biodiesel espera uma demanda maior o que encareceu o óleo de soja.

ONU/M Kobayashi

No mercado internacional, o milho também teve uma leve queda ao contrário do arroz que manteve os patamares do mês anterior

Brasil

A preocupação com as colheitas reduzidas de cana-de-açúcar no Brasil elevou o preço do produto em até 6,8%, ainda que o aumento de produção na Índia tenha ajudado a atender a demanda. O Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo.

E a carne continua subindo. Em abril, ela ficou 2,2% mais cara após a China aumentar suas importações, assim como a demanda interna por aves e carne de porco nas maiores regiões produtoras.

Os derivados do leite também subiram 1,8% em maio com uma média de 28% acima do patamar de um ano atrás.

OMS/Christopher Black

O Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo

Previsão

Pela primeira vez, a FAO recebe a previsão para a produção de cereais este ano, que deve alcançar mais de 2,8 milhões de toneladas. O número representa um novo recorde de 1,9% a mais que em 2020. 

A utilização global de cereais para 2021/2022 deve se expandir em 1,7% para 2,8 milhões de toneladas. O consumo total de cereais deve subir em linha com o aumento da população mundial. A expectativa da FAO é de um aumento de trigo para criação de animais.

Baseada nessas estimativas, a agência da ONU espera um alargamento nos estoques de cereais até o fechamento da sessão de colheitas 2021/2022 em 0,3% ou 811 milhões de toneladas.


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