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Reeleito secretário-geral por aclamação, Guterres fala em Nações Unidas 2.0

O secretário-geral da ONU António Guterres foi reeleito nesta sexta-feira para um segundo mandato à frente da organização. Em seu discurso, ele começou dizendo que é um multilateralista comprometido, mas também um português orgulhoso.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, participou da cerimônia de eleição do segundo mandato, na sede da Assembleia Geral.

Esperança

O secretário-geral reeleito afirma que o mundo está numa encruzilhada e que as escolhas feitas agora terão consequências. Para ele, os paradigmas estão mudando, e os velhos dogmas ortodoxos estão sendo sacudidos. Mas segundo ele, o mundo tem motivos para esperança. A pandemia expôs vulnerabilidades e a necessidade para ação coletiva, além da urgência da união para a construção de um futuro melhor para todos. Guterres prometeu fazer todo o possível num segundo mandato para contribuir para um cenário positivo e de conquistas.

Ao falar em francês, em parte do discurso, ele lembrou que o mundo atravessou uma pandemia que continua a espalhar grande sofrimento com milhões de famílias perdendo entes queridos. Para Guterres, a crise da Covid-19 é uma das maiores ameaças já enfrentadas desde a criação das Nações Unidas.

Covid-19 empurrou mais 850 mil pessoas para a pobreza

Unicef/Daniel Timme

Covid-19 empurrou mais 850 mil pessoas para a pobreza

Taxas de pobreza

Mais de 55% da população mundial não têm qualquer proteção social e 114 milhões de empregos foram perdidos e pela primeira vez, em 20 anos, as taxas de pobreza podem subir em todo o globo.

O secretário-geral também comentou as mudanças na forma de trabalho da organização, que se transferiu para um modelo remoto de produção sem perda de tempo.

Guterres contou que está confiante de que a ONU conseguirá enfrentar os desafios adiante por três razões: primeiro, o incrível compromisso que ele tem testemunhado por parte dos colegas da ONU que trabalham incansavelmente ao redor do mundo. Em segundo lugar, ele afirma que apesar de todas as diferenças e divisões no mundo, foi possível alcançar consenso e aprovar soluções para problemas comuns. E por último, Guterres lembrou que a ONU alcançou um processo importante de reforma nas áreas de desenvolvimento, gerenciamento assim como paz e segurança.

secretário-geral também comentou as mudanças na forma de trabalho da organização, que se transferiu para um modelo remoto de produção sem perda de tempo

Foto ONU/Rick Bajornas

secretário-geral também comentou as mudanças na forma de trabalho da organização, que se transferiu para um modelo remoto de produção sem perda de tempo

Crise atual

Para ele, a reforma equipou a organização para enfrentar a crise atual, mas é preciso continuar melhorando como a norma da casa. O secretário-geral descreveu o momento como o de uma “Nações Unidas 2.0”, que acelere a transformação por meio de um quinteto de mudanças nos próximos anos: melhores dados, análise e comunicação, inovação e transformação digital, estratégia e uma performance mais forte orientada para resultados. Ele também diz que a cultura do trabalho precisa reduzir o que chamou de “burocracia desnecessária”, que simplifique e melhore a cooperação.

António Guterres lembrou que a Declaração ONU 75 reforça a necessidade de manter os valores da Carta da ONU vivos. Para ele, é preciso trazer mais pessoas para a mesa como a sociedade civil, cidades, o setor privado e os jovens para apenas citar algumas vozes que têm que ser ouvidas no contexto da verdadeira igualdade de gênero.

António Guterres lembrou que a Declaração ONU 75 reforça a necessidade de manter os valores da Carta da ONU vivos

Foto ONU/Cia Pak

António Guterres lembrou que a Declaração ONU 75 reforça a necessidade de manter os valores da Carta da ONU vivos

Multilateralismo

Ao discursar em espanhol, ele afirmou que é preciso promover um multilateralismo mais inclusivo, interconectado e efetivo. O Chamado para Ação para os Direitos Humanos seguirá sendo um guia importante para mudanças de governança e melhor gerenciamento.

Para o secretário-geral, a proposta não é idealista ou utópica, mas com base numa história de grandes transformações e para ele, as conquistas são possíveis numa missão de todos.


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