Surto de meningite mata 129 no nordeste da República Democrática do Congo 

A República Democrática do Congo declarou um surto de meningite na província nordeste de Tshopo após testes do Instituto Pasteur de Paris confirmarem que se trata da doença meningocócica, um dos tipos mais frequentes de meningite bacteriana.    

A enfermidade tem um histórico de provocar grandes epidemias.  

Prevalência  

Relatos indicam 261 casos suspeitos e 129 mortes, que corresponde a uma taxa de letalidade de 50%. Em 2019, um surto em Kisangani infetou 214 pessoas e provocou 15 mortes, uma taxa de fatalidade de 8%.   

Matshidiso Moeti falou de movimento rápido para entregar medicamentos e enviar especialistas para apoiar o governo

Reprodução

Matshidiso Moeti falou de movimento rápido para entregar medicamentos e enviar especialistas para apoiar o governo

As autoridades sanitárias enviaram uma equipe de emergência inicial, e com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS, esforços estão em andamento para aumentar rapidamente a resposta.    

Um comité de resposta a crise foi instalado em Banalia, a comunidade afetada, e em Kisangani, capital provincial, para acelerar os esforços de contenção do surto.   

A OMS forneceu suprimentos médicos e conta enviar mais peritos e recursos.   

Transmissão   

A diretora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, lembrou que a meningite é uma infeção grave e um grande desafio a saúde publica. Disse estarem a mover-se rápido para entregar medicamentos e enviar especialistas para apoiar os esforços do governo em controlar o surto o mais rápido possível.   

Mais de 100 pacientes já estão a receber tratamento em casa e em centros de saúde em Banalia. A doença é transmitida através de gotículas de secreções ou da garganta de pessoas infetadas.    

Contato próximo e prolongado ou viver em quartos próximos com uma pessoa infetada facilita a propagação da doença. Embora pessoas de todas as idades possam apanhar a doença, ela afeta principalmente bebes, crianças e jovens.    

Cinturão   

O representante da OMS na RDC, Amédée Prosper Djiguimdé indicou estarem a aumentar medidas de controlo na comunidade e investigando rapidamente casos suspeitos nas localidades vizinhas para tratar pacientes e reduzir infeções potencialmente generalizadas.   

Assembleia Mundial da Saúde aprovou um roteiro para um mundo livre da meningite nesta década

OMS/R. Barry

Assembleia Mundial da Saúde aprovou um roteiro para um mundo livre da meningite nesta década

Mais de 1,6 milhão de pessoas de 1 a 29 anos de idade foram vacinadas numa campanha massiva em 2016 em Tshopo.    

A província encontra-se no cinturão de meningite africano que atravessa o continente do Senegal à Etiópia e compreende 26 países, sendo o mais vulnerável globalmente a surtos recorrente.   

Letalidade   

Meningite é potencialmente fatal e é uma emergência médica.    

Internamento é necessário e o tratamento com antibióticos apropriados deve ser começado o mais rápido possível. Ao longo dos anos, grandes melhorias foram feitas nas vacinas, que são específicas para o tipo de meningite.   

Em novembro de 2020, a Assembleia Mundial da Saúde, órgão de definição de políticas de saúde global, aprovou um roteiro para um mundo livre da meningite até 2030, com três objetivos chave:  a eliminação da meningite bacteriana, redução da meningite bacteriana evitável por vacina até 50 %, e da morte até 70 % e redução de deficiência e melhoria da qualidade de vida após meningite.      


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