Artigos Venezuela: número de mortes continua a aumentar

Venezuela: número de mortes continua a aumentar

Foto: UNOCHA/Luisana Solano

A Venezuela enfrenta uma das piores catástrofes naturais da sua história. Na última semana, o país foi fustigado por dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na Escala de Richter, ao qual se seguiram mais de 500 réplicas.

O impacto dos abalos atingiu mais de sete estados do país e ainda os países vizinhos. Contudo, a cidade portuária de La Guaira foi a mais afetada, tendo sido declarada como “Zona de Desastre”. 

Foto: OCHA l Mapa da Venezuela com as áreas mais afetadas pelo conflito

O balanço humanitário e material

Até ao momento, as autoridades confirmaram um cenário devastador que continua a agravar-se:

  • Vítimas: 1.450 mortos, 3.100 feridos e mais de 50.000 pessoas desaparecidas.
  • Deslocados: Mais de 12.000 pessoas estão deslocadas devido aos escombros.
  • Infraestruturas: Mais de 200 edifícios ficaram completamente destruídos e 38 hospitais sofreram danos graves.

Várias zonas do país continuam totalmente privadas de serviços básicos, com cortes prolongados de eletricidade, água e telecomunicações.

A resposta da ONU

Face à emergência humanitária, a ONU está a mobilizar esforços para alcançar toda a população, através do trabalho das Agências que estão no terreno:

OCHA: Está a coordenar 44 equipas internacionais de busca e resgate urbano;

CERF: Alocou 15 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências;

UNICEF: Disponibilizou 1,5 milhões de dólares do Fundo Humanitário Global para ações imediatas de proteção;

ACNUR: Expandiu a distribuição de materiais de abrigo e ajuda de emergência para os deslocados;

PAM: Garantiu a entrega de alimentos a 10.000 famílias durante dois meses;

Paralelamente, a Cruz Vermelha Venezuelana já está no terreno, com equipas de busca e salvamento, apoio médico e serviços de localização de familiares. A IFRC lançou um Apelo de Emergência para assistir 300.000 pessoas.

A assistência portuguesa

O Governo de Portugal ativou de imediato mecanismos de assistência humanitária, com especial atenção à vasta comunidade portuguesa e luso-descendente no país (estimada em cerca de 220 mil cidadãos nacionais e entre 300 a 350 mil luso-descendentes).

As medidas de Portugal incluem:

  • Apoio financeiro: Com um envio de 400 mil euros para assegurar o apoio a médio prazo às populações afetadas;
  • Bens de primeira necessidade: Organização e envio de materiais e bens essenciais de emergência;
  • Repatriação: Operação de evacuação que já retirou 19 cidadãos portugueses da zona de crise, tendo estes aterrado em segurança no Aeroporto Figo Maduro, em Lisboa.