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Covid-19: resposta urgente ao surto de violência doméstica (OMS Europa)

Enquanto a violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças, aumenta durante o confinamento, em muitos países da região, o Escritório da Organização Mundial de Saúde para a Europa recomenda que os governos tomem medidas urgentes para combater este tipo de violência e proteger as vítimas.

Em conferência de imprensa virtual, o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, explicou que “os dados mostram que a violência interpessoal tende a aumentar em todos os tipos de emergências. Tal requer uma ação urgente da nossa parte.”

Muitos países europeus, incluindo a Bélgica, a Bulgária, França, a Irlanda, a Federação Russa, Espanha, o Reino Unido, entre outros, reportaram um aumento da violência infligida por um ente querido contra mulheres, homens e crianças.

 

Aumento de 60% nas chamadas de emergência

Ainda de acordo com esta entidade, os Estados-membros da OMS Europa registaram um aumento de 60% nas chamadas de emergência para mulheres vítimas ou ameaçadas com violência por parte dos seus parceiros, em comparação a abril de 2019. Os pedidos de ajuda através da internet ou do telefone para serviços responsáveis por prevenir este tipo de violência aumentou cinco vezes.

Mesmo antes da pandemia de coronavírus covid-19 e do confinamento adotado por muitos países, uma em cada quatro mulheres e uma em cada três crianças foram vítimas de violência física e/ou sexual durante a vida, lembrou Hans Kluge.

Enquanto a maioria das escolas está fechada, as crianças em risco estão fora “do radar educacional e social.” O acesso aos serviços de prevenção e proteção é atualmente limitado e, durante o confinamento, a OMS destaca que “mulheres e crianças estão fora da vista da sociedade e correm maior risco de serem atacadas em casa.”

 

Atuar não é uma opção, mas uma obrigação moral

O diretor da OMS Europa deixou ainda três mensagens:

Aos governos e autoridades locais: “Não deve ser uma opção, mas uma obrigação moral garantir que os serviços que lidam com a violência doméstica estejam disponíveis, tenham os recursos necessários e que os números de emergência e serviços online sejam reforçados”.

Às comunidades e ao público em geral: “A violência não é um assunto privado. Fique ou entre em contacto com seus vizinhos, conhecidos, familiares e amigos, apoie-os. Se souber de alguma coisa, diga! “

Para aqueles que são vítimas de violência: “A violência nunca é culpa sua, nunca! A sua casa deve ser um local seguro. Entre em contacto, com as devidas precauções, com seus parentes, amigos ou associações que possam ajudar”.

“A violência, seja qual for a natureza e as circunstâncias, contra mulheres, homens, crianças ou idosos, não deve ser tolerada”, concluiu Kluge.

*Texto escrito por ONU França e Mónaco

ONU News

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