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ONU lidera trabalhos para nova Constituição da Síria

Foto de Geir O. Pedersen, enviado especial da ONU para a Síria (centro), e dos co-presidentes do Comité Constitucional Sírio Ahmad Kuzbari do Governo (esquerda) e Hadi Albahra da Oposição (direita).

Geir Pedersen interveio na sequência de uma reunião com os co-presidentes do Comité Constitucional sírio, que concordaram em iniciar o processo de reforma constitucional.

Os membros do chamado “pequeno corpo”, encarregado de preparar e redigir a Constituição, estão na cidade suíça para a sexta ronda de conversações, que se iniciará nesta segunda-feira.

A última reunião, realizada em Janeiro deste ano, terminou sem progressos, e, desde então, o enviado da ONU tem vindo a negociar com ambas as partes para se conseguir chegar a um consenso sobre o caminho a seguir.

Os responsáveis afirmaram que o processo de redação para a reforma constitucional da Síria irá efetivamente começar esta semana.

A ONU continua a apoiar os esforços no sentido de uma solução política de iniciativa síria e liderada pelo próprio país para pôr fim à guerra civil, que decorre há mais de uma década e que já matou mais de 350.000 pessoas, deixando 13 milhões a necessitar de ajuda humanitária.

Uma importante contribuição

O Comité Constitucional Sírio foi estabelecido em 2019, onde estão incluídos 150 homens e mulheres, juntamente com representantes do Governo, da oposição e da sociedade civil, cada um dos quais com o poder de nomear 50 indivíduos.

Este comité é o responsável pela criação de um pequeno organismo de 45 membros, que incluí 15 representantes de cada uma das três partes.

Os co-presidentes do comité, Ahmad Kuzbari, o representante do governo sírio, e Hadi al-Bahra, do lado da oposição, reuniram-se pela primeira vez com o enviado especial da ONU no domingo de manhã.

Geir Pederson descreveu o momento como sendo marcado por “uma discussão substancial e franca sobre como devemos proceder com a reforma constitucional e, em maior detalhe, como estamos a planear a próxima semana”

Pedersen disse ainda aos jornalistas que embora a Comissão Constitucional síria seja um contributo importante para o processo político do país, “a comissão em si não será capaz de resolver a crise síria, pelo que precisamos de nos reunir e trabalhar a sério na Comissão Constitucional, mas também de abordar os outros aspectos da crise”.


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