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Porque é que a ajuda demora a entrar na Faixa de Gaza? 

Enquanto toneladas de ajuda humanitária estão prontas para serem transportadas e distribuídas na Faixa de Gaza, os camiões permanecem bloqueados no ponto de passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. Já se chegou a um acordo, mas ainda há pontos importantes a resolver. 

  

António Guterres esteve em Rafah esta sexta-feira e explicou alguns destes pontos críticos: “Israel e os Estados Unidos anunciaram recentemente que a ajuda humanitária seria autorizada a entrar na Faixa de Gaza e sei que também existe um acordo entre o Egipo e Israel para tornar isto possível”, disse o líder da ONU. 

 

Condições e restrições 

No entanto, “estes anúncios foram feitos sob certas condições e restrições”. O secretário-geral insistiu que não se trata apenas de deixar passar um camião: “Queremos que as caravanas humanitárias sejam autorizadas, com um número significativo de camiões, a ir a qualquer lugar em Gaza para fornecer apoio suficiente ao povo de Gaza.” 

Por outro lado, existem requisitos de verificação. “Essas verificações devem ser eficazes, mas, ao mesmo tempo, devem ser realizadas de forma prática e rápida”, insistiu o diplomata português. 

Guterres lembrou também que é essencial, estando no território de um país soberano, o Egito, reconhecer o papel das instituições egípcias e, em particular, do Crescente Vermelho Egípcio. 

Finalmente, para que a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) possa distribuir ajuda na Faixa de Gaza, é necessário que tenha combustível e, portanto, “temos de ter garantias de que temos combustível suficiente do outro lado para distribuir ajuda às pessoas em necessidade.” 

António Guterres lembrou também que é essencial, estando no território de um país soberano, o Egito, reconhecer o papel das instituições egípcias e, em particular, do Crescente Vermelho Egípcio. 

 

Camiões fazem a diferença entre a vida e a morte 

“É impossível estar aqui e não ficar com o coração partido”, disse o secretário-geral. 

De um lado do muro em Rafah, “dois milhões de pessoas que sofrem enormemente, que não têm água, nem alimentos, nem medicamentos, nem combustível, que estão sob fogo, que precisam de tudo para sobreviver” e do outro, os egípcios lado “caminhões carregados de água, combustível, medicamentos, alimentos”. 

“Portanto, estes camiões não são apenas camiões. São salva-vidas. Significam a diferença entre a vida e a morte para tantas pessoas em Gaza. E vê-los presos aqui me dá vontade de ser bem claro. O que precisamos é fazê-los se mover, levá-los para o outro lado deste muro, fazê-los se mover o mais rápido e o máximo possível.” 


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