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ONU apela ao fim da guerra com a natureza

No Dia Mundial da Terra, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirma o compromisso “de restaurar o nosso planeta e de fazer as pazes com a natureza”.

Neste dia, 40 líderes mundiais reuniram-se virtualmente para uma Cimeira Global sobre o Clima.

A administração americana decidiu regressar ao Acordo de Paris, comprometendo-se a atingir emissões zero até 2050. Este acordo, visa reduzir substancialmente as emissões globais de gases com efeito de estufa e limitar o aumento global da temperatura a 1,5°C.

A Cimeira de Líderes sobre o Clima sublinhou a urgência e os benefícios económicos de uma acção climática mais forte e constitui um ponto de partida fundamental para a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), que terá lugar em Glasgow em Novembro deste ano.

De modo a atingir estes objetivos, são necessários investimentos substanciais para enfrentar as alterações climáticas, tanto para reduzir as emissões, como para financiar a adaptação aos seus impactos. Alguns estudos revelam que os benefícios associados ao investimento em ações climáticas superam quaisquer custos iniciais. Segundo o Banco Mundial, terão de ser feitos investimentos significativos em infraestruturas nos próximos 15 anos – cerca de 90 biliões de dólares até 2030 que, posteriormente, serão recuperados. A ONU estima também que a mudança para uma economia verde pode gerar ganhos diretos de 26 biliões de dólares até 2030 e lembra que soluções baseadas na natureza podem constituir bons negócios, criando cerca de 191 mil milhões de empregos até 2030.

O secretário-geral da ONU, estabeleceu seis áreas prioritárias de ação climática.  Estas prioridades incluem a criação de emprego digno, a proibição de financiamento a empresas poluidoras, o abandono dos combustíveis fósseis e a eliminação do investimento na construção de centrais eléctricas alimentadas a carvão. O líder da ONU apelou, também, ao aumento da cooperação internacional de modo a assegurar uma transição justa e ponderada.

Também a União Europeia (UE), sob os auspícios da Presidência Portuguesa do Conselho Europeu, adotou novos objetivos para travar as alterações climáticas, com o compromisso de os tornar juridicamente vinculativos.

Mudança urgente

Os cientistas sublinham a necessidade de limitar o aquecimento global a 1,5°C, a fim de evitar impactos ambientais ainda mais desastrosos. Este é um dos objectivo-chave tanto da Cimeira de Líderes como da COP26.

Reconhecido como o maior evento anual ambiental, o Dia Mundial da Terra deu origem a uma série de ações e campanhas ambientais, incluindo a aprovação de leis e projectos de reflorestação.


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