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Dia Internacional para o Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas

UN Photo- Laura Jarriel

A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são essenciais para promover a compreensão, fortalecer a democracia e progredir nos nossos esforços para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

No entanto, nos últimos anos, tem-se registado um aumento na intensidade e no número de ataques contra a integridade física de jornalistas e profissionais dos média e também de incidentes que violam a capacidade de realizar o trabalho vital que desempenham, nos quais se incluem ameaças de processos, detenções, prisões, recusa de acesso jornalístico e falhas em investigar e processar crimes contra jornalistas.

A proporção de mulheres entre as vítimas mortais também aumentou e as jornalistas enfrentam cada vez mais formas de violência de género, como o assédio sexual, a agressão sexual e ameaças.

Quando os jornalistas são atacados, toda a sociedade paga o preço.

Se falharmos em proteger os jornalistas, a nossa capacidade de nos mantermos informados e contribuir para a tomada de decisões é severamente prejudicada. Sem jornalistas capazes de realizar o seu trabalho em segurança, deparamo-nos com um mundo de confusão e desinformação.

Neste Dia Internacional para o Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, vamos juntos defender os jornalistas, a verdade e a justiça.

Projeto de vila ecológica criado por brasileira vence prêmio da ONU

O projeto PopulAção, da brasileira Laís Lucca, foi um dos vencedores da Competição de Empreendedorismo Jovem Cidadão, em que participaram mais de 2 mil pessoas de todo o mundo.

O projeto foi escolhido pelo contributo que pode ter para o ODS número 12, sobre comunidades e cidades sustentáveis. , by Foto ONU/Manuel Elias

A iniciativa tem o apoio da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A agência diz que recebeu candidaturas de 109 países “com ideias criativas e inovadoras para melhorar a vida de comunidades e pessoas.”

Realidade

Em entrevista à ONU News, Laís Lucca disse que o prêmio dá “visibilidade internacional” e que também é “um sinal de que a ideia tem potencial de implementação.”

O projeto pretende construir vilas ecológicas onde sejam oferecidos programas educativos que estimulem o empreendedorismo. A ideia é dar poder às minorias sociais em situação de pobreza, como moradores de rua.  

“O projeto consiste em resgatar e encarreirar pessoas com vulnerabilidade social, minorias sociais excluídas. Oferecer um espaço onde eles tenham possibilidade de renda, onde tenham moradia, sem ser assistencialista.”

O projeto foi escolhido pela contribuição que pode ter para o ODS número 12, sobre comunidades e cidades sustentáveis. Laís Lucca gostaria de avançar com a construção em um prazo de dois a três anos.

Localização

A primeira vila será construída num local estratégico, com impacto ambiental mínimo e onde seja possível o uso de energias renováveis. O projeto tem uma parceria com a Fundação AMA Brasil, que irá fornecer terrenos e parte dos recursos, mas ainda são necessários outros apoios.

“Para ele se tornar realidade, precisamos de um investimento para a construção. Já existem empresas que investem em comunidades destinadas a população de baixa renda, tem até um modelo no Ceará em que as parcelas são em torno de 300 reais, realmente destinado a pessoas de baixa renda. O Brasil também tem um modelo do governo que se chama Minha Casa Minha Vida, empreendimentos com parcelas bem baixas.”

Segundo a empreendedora, a diferença do seu projeto é que o espaço vai oferecer uma fonte de renda, como permacultura, gastronomia. Laís explica que, dessa forma, as pessoas “poderão ter uma renda própria para pagar as parcelas da sua casa e ter um sentimento de pertencimento.”

Mundo

O projeto começará no Brasil, onde um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada estima que existem mais de 100 mil moradores de rua. Laís Lucca diz, no entanto, que a ideia pode ser levada para qualquer parte do mundo.

Em 2015, o Escritório de Direitos Humanos disse que existiam cerca de 100 milhões de pessoas vivendo na rua em todo o mundo, e que o problema “não recebia a atenção e prioridade que merece.”

“É uma comunidade de pequenas ecovilas que representa uma força global. Cada ecovila vai ter características locais, mas a comunidade global vai ter a forca de  ter uma metodologia de  implementação, vai ter uma plataforma online onde todas as ecovilas vão conversar, vão trocar experiencias, onde vai ter dinâmicas de integração, receitas para a parte de gastronomia, auxílio na parte de vendas, famílias que auxiliam esses beneficiários. Ela é projetada localmente, mas agindo globalmente.”

Prêmio

O projeto Liber, da brasileira Melissa Figueira Fagundes foi outro dos vencedores desse prêmio. Ele foi distinguido na categoria geral de Empreendedorismo.

A competição é um programa global e uma plataforma online para apoiar inovações criadas pelos jovens para os ODSs.

Na Tailândia, Guterres aponta mudança climática como maior ameaça à sustentabilidade

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, participa na 35ª reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, Asean. O encontro junta representantes das principais economias da região em Bangcoc, na Tailândia.

A cúpula discute a sustentabilidade e questões como economia, segurança comercial, investimentos e oportunidades de desenvolvimento regional.

Sustentabilidade

Em paralelo ao evento, Guterres visitou um parque ecológico da capital tailandesa e depois apontou a mudança climática como a maior ameaça à sustentabilidade.

O chefe da ONU declarou a jornalistas que esse motivo leva as Nações Unidas a aumentar a consciência dos governos, do setor privado e da sociedade civil para seguirem as  indicações dadas pelos cientistas. A meta é travar o aquecimento global com medidas para atingir zero emissões de dióxido de carbono em 2050.

Guterres mencionou um relatório recente indicando que se a tendência atual não for revertida, o aumento do nível das águas do mar causado pelo aquecimento global afetará 300 milhões de pessoas nos próximos 30 anos.

No Sudeste Asiático estão as nações que serão mais afetadas pela situação como Japão, China, Índia e Bangladesh. A Tailândia corre o risco de ter 10% da sua população vivendo em áreas inundadas.

Compromisso 

O chefe da ONU relembrou que é preciso que sejam adotados os compromissos políticos, incluindo criar impostos sobre emissões de carbono, acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e parar de construir centrais a carvão.

Para a Ásia, Guterres disse que esta situação é delicada com a prevista construção de várias instalações desse tipo para gerar eletricidade.

Para o secretário-geral,  é preciso “superar o vício do carvão”. O representante defende que este continua sendo a principal ameaça em relação à mudança climática e que “uma das mensagens da cúpula será, claramente, que os países das áreas mais vulneráveis precisam dar o exemplo”.

General brasileiro fala de atuação na RD Congo

No comando de mais de 15 mil homens na RD Congo, o oficial brasileiro lidera o combate a dezenas de grupos armados que atuam no país com impacto negativo na região africana dos Grandes Lagos. Nesta primeira parte da conversa, Elias Rodrigues Martins Filho também aborda o apoio das tropas de paz às eleições congolesas e a participação no combate ao vírus ebola, no país que vive a segunda maior epidemia da história.

Está à frente dos militares da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo. Este ano, em particular, teve uma análise de peritos internacionais. Agora é o momento para perguntar, porque é que esta missão é relevante?

A Monusco é uma missão extremamente importante para todo o continente africano, em particular para a África Central. A Monusco trata de um problema que não é apenas congolês, é um problema, eu diria também, regional haja vista o número de grupos armados estrangeiros que estão locados na parte leste do país. Então, resolver o problema da Monusco e apoiar o governo da República Democrática do Congo na solução desses graves problemas é algo que nos permite trazer estabilidade não apenas para o país, mas para toda a região em torno dele, em particular a região dos Grandes Lagos.

Está num país que teve, recentemente, eleições que precisaram de uma particular atenção. Está num país, onde operam dezenas de grupos armados. Não é apenas um punhado, mas também está num país que tem a particularidade de estar, neste momento, a passar pela segunda maior epidemia de ebola, que as forças de paz também ajudam. Como é que essas forças, em particular, podem ser diferentes e ser um exemplo para o mundo?

Nós temos que considerar, por exemplo, que nós temos obtido uma série de conquistas nessa missão. Você acaba de citar uma que talvez seja das mais importantes, as eleições. As eleições ocorridas em janeiro desse ano, foram umas eleições bastante pacíficas e foi a primeira vez que nós pudemos presenciar naquele país uma transição democrática de poder. E isso fez com que o ambiente pacífico se estendesse por todo o país e tivesse como consequência um sentimento de que a população está cansada das lutas e está cansada das guerras. Mas, infelizmente, nós também, desde o 1º de agosto do ano passado, estamos enfrentando um grave surto do vírus do ebola. Um surto de vírus do ebola que já tem matado mais de 2,3 mil congoleses. Isso nos faz colocar, em primeira prioridade, o apoio às equipes humanitárias que estão lá deslocadas, vindas do mundo todo, para ajudar na contenção desse ebola outbreak. Nós também temos apoiado muitíssimo as equipes humanitárias provendo segurança e até mesmo ajudando na sensibilização das comunidades no tocante à importância das vacinas e das medidas preventivas que precisam ser implementadas para que o vírus seja contido. Hoje, nós temos a segurança de dizer que a doença ou vírus está sob controle. Nós temos mapeado as áreas onde há casos de ebola bastante definidos, mas temos ainda que dedicar muita atenção e muito cuidado a esse combate, porque basta um caso fugir de controle, para se contaminar verdadeiras populações. Então, estamos sim dando uma prioridade muito grande na contenção ao vírus do ebola, e apoiando as equipes humanitárias nesse sentido. O que faz a nossa tropa ter sido, vamos dizer, ainda não ter tido nenhum caso, é exatamente a conscientização e a implementação das medidas preventivas. As medidas preventivas, assim como a vacina que está sendo testada lá, têm se mostrado bastante efetivas e eficazes. E até hoje nós não tivemos algum caso sequer entre as nossas tropas.

Secretário-geral aposta no poder da mediação para reduzir conflitos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta quinta-feira que “a mediação e o diálogo estão tendo resultados positivos, sobretudo no continente africano.”

O chefe da ONU participou da Conferência de Mediação de Istambul, na Turquia, onde deu os exemplos do Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Eritreia, Madagáscar e República Centro-Africana.

Desafios

Ele disse que o mundo assiste “a uma redução nos conflitos e sofrimento humano que se deve, em parte, aos esforços de mediadores para criar diálogo entre as partes.”

Guterres destacou vários desafios. Primeiro, disse que “divisões na comunidade internacional estão contribuindo para a imprevisibilidade e insegurança.” Segundo ele, “em muitos países e regiões, nacionalistas e extremistas estão explorando divisões entre pessoas para aumentar o risco de confrontos violentos.”

Ele disse que “o ressurgimento do populismo e marginalização de minorias pode levar a isolamento e radicalização” e que esses problemas podem ser encontrados em vários locais, como Iêmen, Líbia, Sahel e Sudeste Africano.

O secretário-geral também afirmou que “a mediação não pode esperar por um conflito militar ou um pedido de ajuda, há uma necessidade de mediação em todas fases do processo de paz.”

Esse trabalho deve ser feito em conjunto com a resolução das causas dos conflitos, sobretudo ao nível local, para impedir que a violência regresse.  Também é necessário coordenar o trabalho das Nações Unidas com um número crescente de organizações regionais, sociedade civil e outros.

O secretário-geral destacou ainda o papel das mulheres, dizendo que o crescimento da sua participação acontece de forma lenta, e dos jovens. Segundo ele, “cerca de 600 milhões de jovens em Estados afetados por conflitos podem contribuir para a mediação e construção de paz.”

Tecnologia

Por fim, António Guterres falou sobre novas tecnologias que estão afetando a natureza dos conflitos e dos esforços de mediação.

António Guterres visita Banco de Tecnologia da ONU em Gebze, na Turquia, Foto ONU/Emrah Gruel

Segundo ele, “as plataformas de mídia social e as tecnologias digitais podem melhorar o alcance e a inclusão, principalmente para mulheres, jovens e grupos minoritários ou marginalizados.” Essas tecnologias também podem ser usadas para controlar o cessar-fogo em áreas de difícil acesso, como aconteceu na Ucrânia.

Apesar dessas vantagens, Guterres disse que “a tecnologia pode criar sérios desafios para mediação.” Ele afirmou que “o discurso de ódio online é um problema generalizado” e que “o conteúdo digital pode ser manipulado para criar narrativas venenosas.”

Para o secretário-geral, “a comunicação estará sempre no centro de uma mediação bem-sucedida”, mas o mundo precisa garantir “que essa comunicação seja a mais precisa, confiável e segura possível.”

Síria

Em seu discurso, António Guterres também destacou a realização do primeiro encontro do Comitê Constitucional da Síria, que aconteceu na quarta-feira em Genebra.

Ele disse que a iniciativa é “um exemplo claro do sucesso da mediação.” Ele espera que este “seja o primeiro passo para uma solução política que acabe com este capitulo trágico na vida do povo sírio.”

Viagem

Na quarta-feira, António Guterres se reuniu com o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu. Na sexta-feira, ele deve ser recebido pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan,

Ele também deve discursar na reunião do Conselho Consultivo de Alto Nível sobre Mediação.

O secretário-geral visitará depois o Banco de Tecnologia da ONU para os Países Menos Desenvolvidos, que foi criado para apoiar essas nações nas áreas da ciência, tecnologia e inovação.

Após a Turquia, Guterres viajará à Tailândia, onde participa da abertura do 10ª Encontro de Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático, Asean, e ONU, em Bangkok, capital tailandesa.

Ainda em Bangkok, António Guterres participará do lançamento do Centro de Estudos e Diálogos da Asean, junto com o primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-o-cha.

Guterres manterá outras reuniões com líderes regionais à margem desses eventos antes de retornar a Nova Iorque, na segunda-feira.

Chile cancela conferência da ONU sobre mudança climática, marcada para dezembro

As Nações Unidas confirmaram a desistência do Chile de sediar a Conferência Internacional sobre Mudança Climática, COP 25.

Em nota, na página da Convenção da ONU sobre o tema, com sede em Bonn, na Alemanha, a secretária-executiva da agência, Patricia Espinosa, disse ter recebido a comunicação direta do presidente chileno, Sebastián Piñera, de que seu país não abrigaria mais o evento, marcado para 2 a 13 de dezembro.

Patricia Espinosa, disse ter recebido a comunicação direta do presidente chileno, Sebastián Piñera, de que seu país não abrigaria mais o evento. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Compromissos

Espinosa disse que o Chile estava “atravessando uma situação difícil”, e que ela e sua equipe já começaram a pensar em alternativas para que a conferência seja realizada em outro lugar.

A Conferência sobre Mudança Climática é uma das mais importantes no calendário da ONU. É nela que os países selam seus compromissos e acordos nessa área. Foi na mesma conferência, realizada em 2015, na França, que foi aprovado o Acordo de Paris de combate à mudança climática.

Inicialmente, a realização da COP 25 estava marcada para ocorrer no Brasil, mas com a desistência anunciada, em 2018, pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de realizar o evento em seu país, o Chile ofereceu-se para abrigar a reunião.

Dia Mundial das Cidades

Zhang Kaiyv

Hoje, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. Em 2050, serão dois terços. Muito daquilo que será necessário para acolher e servir esse mundo cada vez mais urbano ainda terá de ser construído, até mesmo cidades inteiras terão de ser erigidas.

Esta é uma grande oportunidade para desenvolver e implementar soluções que possam combater as alterações climáticas e abrir caminho para um futuro sustentável.

As cidades consomem mais de dois terços da energia mundial e são responsáveis por mais de 70% das emissões mundiais de dióxido de carbono. As decisões que tomarmos em relação às infraestruturas urbanas nas próximas décadas – planeamento urbano, eficiência energética, produção de energia e transporte – terão uma influência decisiva na curva de emissões.

De facto, as cidades são o sítio onde a batalha climática será largamente ganha ou perdida.

Para além da sua grande pegada climática, as cidades registam mais de 80% do produto interno bruto mundial e, como centros de educação e de empreendedorismo, são polos de inovação e criatividade, onde muitas vezes são os jovens quem assume a liderança.

Do transporte público elétrico à energia renovável, passando pela melhor gestão de resíduos, muitos dos recursos necessários para a transição para um futuro sustentável e de baixas emissões já estão disponíveis. Cidades de todo o planeta já os estão a tornar realidade. É gratificante ver isso a acontecer, mas precisamos que essa visão se torne a nova regra. Agora é tempo de uma ação ambiciosa.

O Dia Mundial das Cidades chega no fim do “outubro urbano”, um mês dedicado à consciencialização sobre os desafios, sucessos e sustentabilidade dos meios urbanos.

Ao concluírmos este período, comprometemo-nos a abraçar a inovação para garantir uma vida melhor para as gerações futuras e a traçar um caminho para um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo que nos beneficie a todos.

Acnur: Venezuela tem segunda maior crise de refugiados do mundo após Síria

As Nações Unidas e a União Europeia encerraram, nesta terça-feira, uma conferência internacional de solidariedade a migrantes e refugiados venezuelanos.

Desde 2015, mais de 4,5 milhões de pessoas foram forçadas a sair de suas casas para escapar da crise político-econômica no país. E de acordo com a ONU, até 2020, o número pode subir para 6,5 milhões.

Da Venezuela, uma mãe de 21 anos viaja sozinha com seu filho de três meses. Foto: © Unicef/Arcos

Importância

A crise de refugiados e migrantes venezuelanos é considerada pelo Acnur como a segunda maior do mundo ficando atrás apenas da Síria.

No evento, de dois dias em Bruxelas, foram prometidos mais de € 120 milhões em apoio aos venezuelanos que passaram a viver, em sua grande maioria, em outras partes da América Latina e do Caribe incluindo o Brasil.

A ONU News conversou com o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, um dos co-organizadores da conferência. William Spindler disse que esta foi a primeira sobre o tema, realizada fora da região.

“É uma indicação da importância desta crise, que é a segunda mais importante crise de refugiados do mundo. Os países europeus responderam de uma maneira muito positiva e aberta com apoio financeiro, econômico, político e técnico. Esta é uma indicação de comunidade e está tendo um impacto a nível global porque agora não só temos refugiados na América Latina, mas também na Europa.”

Spindler disse que a Conferência de Solidariedade Internacional sobre a Crise dos Refugiados e Migrantes Venezuelanos não tinha como objetivo receber doações. Para ele, as promessas provam a gravidade da situação.

O evento foi liderado pela alta representante da Comissão Europeia, Federica Mogherini, pelo chefe do Acnur, Filippo Grandi, e pelo diretor-geral da Organização Internacional para Migrações, António Vitorino.

Unicef/ Arcos

A crise de refugiados e migrantes venezuelanos é considerada pelo Acnur como a segunda maior do mundo ficando atrás apenas da Síria.

Acolhimento

Em comunicado conjunto, os organizadores destacaram que a meta da conferência era aumentar a conscientização em nível global sobre a crise e os esforços de acolhimento em países e comunidades latino-americanas.

As cerca de 120 delegações internacionais, presentes ao evento, apoiaram uma resposta regional e coordenada.

No evento, ficou acordada a criação de uma parceria global e inclusiva de solidariedade e responsabilidade assumidas pela comunidade internacional e com os setores público e privado.

O comunicado revela que “a crise política, de direitos humanos e socioeconômica é grave e está piorando” na Venezuela.

A conferência reuniu os mais afetados da América Latina e do Caribe, doadores, agências da ONU, representantes da União Europeia, do setor privado, ONGs, sociedade civil e parceiros, incluindo instituições financeiras internacionais.

Assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi fez parte de plano, reitera relatora da ONU

A relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, Agnes Callamard, disse que não tem dúvidas de que o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi fazia parte de “plano”.

O prédio do Secretariado da ONU em Nova Iorque., by ONU/Rick Bajornas

A especialista falou a jornalistas, em Nova Iorque, sobre o caso da morte que ocorreu no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, em 22 de outubro de 2018.

Investigação

As declarações de Callamard foram feitas às margens da apresentação de relatórios de vários especialistas, que acontecem na sede da ONU até 31 de outubro. Em documento apresentado à Assembleia Geral, a especialista aborda como tema central a pena de morte.

Durante o ano, a perita liderou um grupo de investigação internacional sobre o assassinato do dissidente saudita. O perito forense português Duarte Nuno Vieira e os investigadores Helena Kennedy e Paul Johnston também fizeram parte do grupo.

Sobre o assassinato de Jamal Khashoggi, a especialista lamentou profundamente que a ONU não tenha aproveitado essa oportunidade para ir mais a fundo “no  entendimento sobre a cadeia de comando” que culminou com a morte.

Callamard disse que muitos oficiais da capital saudita estavam envolvidos na organização do que ela chamou de “operação especial”.

Cena do Crime

A especialista afirmou que também sabe que o que aconteceu após o assassinato envolveu autoridades em Riade, incluindo 17 sauditas que depois da morte, investigaram o ato e supostamente limparam a cena do crime.

No documento de 100 páginas sobre a morte de Jamal Khashoggi, Callamard e a equipe examinam provas criminais coletadas na Turquia e em outros lugares com base na lei internacional dos direitos humanos.

Para a especialista, há algo em comum em todas essas informações. Ela destacou que os dados mostram que o assassinato foi um assunto “de Estado” e que não foi “uma operação desonesta por parte de indivíduos que decidiram um dia matar Khashoggi”. 

Questionada sobre um possível envolvimento do príncipe herdeiro saudita Mohammad bin Salman nessa ação, ela disse não saber se este teria dado ordens para realizar o crime, mas afirmou haver “provas suficientes apontando para a responsabilidade dele em algum nível. ”

Insistência

Callamard explicou ainda que seu mandato para investigar o assassinato de Khashoggi estava dentro da estrutura de direitos humanos. Essa condição “não lhe permitia realizar uma investigação aprofundada sobre a culpabilidade individual”.

Para ela, as Nações Unidas deveriam ter insistido nessa questão.

*Os relatores especiais trabalham de forma voluntária e individual, não são funcionários da ONU nem recebem salário pelo seu trabalho na organização.

ONU cataloga quase 73 mil horas de audiovisual para preservar memória

Documentos audiovisuais, como filmes, programas de rádio e televisão, são uma herança comum e contêm os principais registros da história dos séculos 20 e 21. Infelizmente, como alerta as Nações Unidas, esse patrimônio está agora ameaçado.

Gravações sonoras e as imagens em movimento podem ser deliberadamente destruídas ou perdidas como resultado de negligência e deterioração e desatualização tecnológica.

Grupo de mulheres japonesas examina a Declaração Universal dos Direitos Humanos durante uma visita à sede provisória da ONU em Lake Success, em fevereiro de 1950. Foto: ONU

Passado

É para incentivar o trabalho dos profissionais de preservação que 27 de outubro marca o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual. Este ano, o tema da data é: Envolva o passado com sons e imagens.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, destaca que histórias coletivas são frequentemente capturadas em formatos de filme, vídeo, áudio ou digital e, por meio delas, pessoas podem aprender sobre o passado e compartilhar histórias com as gerações futuras. A agência da ONU acrescenta que cada vez mais as gravações servem como memórias e contam as histórias que constituem a herança cultural do mundo.

História da ONU

Nas Nações Unidas, um projeto busca recuperar e preservar os 74 anos de história da organização. Filmes, vídeos e gravações de sessões da Assembleia Geral, do Conselho de Segurança, de conferências e concertos.

Registros como os das passagens de Audrey Hepburn, Martin Luther King e a Rainha Elizabeth II pela sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Imagens em preto e branco também mostram o brasileiro Oswaldo Aranha presidindo a Sessão Especial da Assembleia Geral em abril de 1947.

Martin Luther King fala à imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova York, 1967.  Foto: ONU/Teddy Chen

Projeto

O chefe da Unidade Multimídia do Departamento de Informação Pública da organização, Antônio Carlos da Silva, explica que o projeto foi planejado para durar cinco anos. O objetivo é recuperar materiais de 1940 a 1950 que não estavam disponíveis para o público e preservar a história para futuras gerações.

“O projeto nasceu de uma necessidade, uma necessidade de recuperar todo o material de áudio e vídeo que tem sido acumulado pela organização nos últimos 70 anos. Mais de 37 mil itens em vários formatos, na maioria discos, estavam guardados há muitos anos em condições precárias na organização. Por isso, decidimos tomar uma iniciativa e priorizar este material antes de qualquer outro, devido às condições que eles estavam e também ao valor histórico.”

Rádio ONU

Funcionários da ONU recuperam filmes históricos do arquivo audiovisual das Nações Unidas., by ONU/Mark Garten

Ao todo, a equipe da ONU recuperou 6.330 horas de filme, 49.400 horas de vídeo, 800 mil fotografias e 18 mil horas de gravações de áudio. Entre o material, também estão arquivo que fazem parte da história da Rádio ONU em português, agora, ONU News. 

“Nós estamos falando aqui da história da rádio da ONU desde os primórdios da organização, 1955, até os dias de hoje. Entrevistas, material de áudio, os concertos da ONU, do dia das Nações Unidas, do Dia dos Direitos Humanos. Então, todo este material de áudio, muito rico, estava perdido. Então, o nosso projeto é processar este material, catalogar, indexar, selecionar, fazer uma valorização deste material para ser digitalizado numa terceira fase do projeto. E depois, deixar este material disponível para o público através dos nossos websites, os nossos sistemas de serviços de distribuição, e preservar este material para futuras gerações. Aí a importância de preservar esta história da organização mundial que é a ONU para uma futura geração.”

Fases

Na primeira fase do projeto, um laboratório foi criado para organizar, selecionar e limpar todo o material que estava guardado em vários formatos durante muitos anos e que ainda podiam ser recuperados. Atualmente, equipes estão trabalhando na segunda e terceira fases, fazendo um inventário do material e para encerrar, a digitalização de todos os arquivos.  

Até o momento, os arquivos da ONU já contam com 800 mil fotos digitalizadas e disponíveis para o público. No setor de audiovisual, 30% de todos os vídeos e filmes selecionados, cerca de 28 mil arquivos, incluindo alguns materiais em áudios, já foram digitalizados.

Programas da ONU TV sendo preparados para serem enviados para estações de televisão em muitas partes do mundo em 1957., by Foto ONU

De 37 mil discos em vinil, 15 mil peças únicas foram separadas. A ONU agora busca recursos para fazer a digitalização deste material.

“É um valor inestimável de que o audiovisual oferece, que é o valor histórico de ouvir alguém, viver uma imagem histórica, que complementa muitas vezes um texto, um material textual ou bibliográfico. Dizem que uma imagem vale mil palavras e é exatamente isso que nós estamos tentando fazer. Nós estamos recuperando estas imagens, estes áudios, e as imagens em movimento, fotografias filmes, vídeos, para que este material complemente esta história da organização de uma maneira multimídia, de uma maneira audiovisual. “

Preservação

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, diz que o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual é “uma ocasião para lembrar a importância dos materiais audiovisuais” para que todos possam conectar-se a sua história e assim, entender quem são.” Ela acrescentou que o “século passado foi marcado por um desenvolvimento humano sem precedentes e eventos que moldaram o mundo” e que é preciso garantir que essas “lições sejam transmitidas às gerações futuras”.

A Unesco ressalta que a data esse ano celebra a dedicação, experiência e esforços de preservação de milhares de arquivistas, bibliotecários e curadores de todo o mundo que cuidam dessas coleções valiosas. Para a agência, sem o conhecimento e a devoção necessária para preservar, digitalizar e fornecer acesso, grandes porções da herança cultural do mundo desapareceriam e seriam perdidas para sempre.

Mais de 10 mil pessoas fogem para o Iraque após ofensiva no nordeste da Síria

Mais de 10 mil refugiados chegaram ao Iraque desde o início deste mês, quando começou a ofensiva turca no nordeste da Síria. A informação é da Agência de Refugiados da ONU, Acnur.

Quase 75% destes refugiados são mulheres e crianças. Pelo menos 25% das famílias são chefiadas por mulheres e também existem crianças que não estão acompanhadas por adultos.

Refugiados

Cerca de 75% dos refugiados sírios no Iraque são crianças e mulheres, OIM/Vanessa Okoth-Obbo

No total, cerca de 180 mil pessoas foram deslocadas nas últimas semanas.

Cerca de 9,7 mil vivem no assentamento de Bardarash, no Iraque, com capacidade para 11 mil pessoas. Caso seja necessário, o Acnur já identificou locais próximos que podem abrigar mais pessoas.  

Em nota, a agência destaca a importância da liberdade de movimento para os moradores e pede que “as fronteiras permaneçam abertas para que os refugiados possam buscar segurança e proteção.”

Além das 11 mil pessoas, que chegaram em outubro, o Iraque acolhe cerca de 230 mil sírios que abandonaram o seu país devido ao conflito que começou em 2011.

Apoio

O Acnur também está prestando serviços de emergência e proteção a milhares de pessoas deslocadas dentro da Síria.  Muitas delas saíram de casa somente com a roupa do corpo.

Até ao momento, mais de 75 mil deslocados receberam ajuda de sobrevivência, como casacos, cobertores e sacos de dormir.

A maioria das escolas da cidade iraquiana de Hassakeh está sendo usada como abrigo, impedindo as crianças deslocadas e as de casa de frequentarem a escola. A agência diz que será difícil elas continuarem os estudos.

Dentro do seu apelo anual, o Acnur estima que sejam necessários US$ 31,5 milhões adicionais para esta resposta.

Conflito

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU respondeu a perguntas de jornalistas sobre a situação na Síria.

António Guterres disse que a organização “não tem informação de que existam quaisquer confrontos neste momento no nordeste da Síria” e que os confrontos das últimas semanas deixaram “claro que é altura de falar seriamente sobre o fim” para o conflito.

Para o chefe da ONU, “o processo político torna-se agora mais importante do que nunca.”

Segundo Guterres, o “compromisso total” das Nações Unidas “é ter a certeza de que o Comitê Constitucional começa seu trabalho, em Genebra, e que esse seja o primeiro passo de uma solução política que encerre este capitulo trágico na vida do povo sírio.”

Dia da ONU: organização está focada nos problemas reais de pessoas reais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “nestes tempos de rápidas mudanças, as Nações Unidas permanecem focadas nos problemas reais de pessoas reais.

Nesta quinta-feira, 24 de outubro, marca o Dia das Nações Unidas. A organização celebra o seu 74º aniversário.

Carta da ONU

Em mensagem, António Guterres disse que a organização destaca “os ideais duradouros da Carta da ONU.” Segundo ele, “entre os mares revoltos do globo”, o documento continua sendo uma “âncora moral compartilhada.”

Ele disse que a ONU está trabalhando por uma globalização justa e uma ação climática ousada. Também está a impulsar os direitos humanos e a igualdade de gênero e dizendo “não” a qualquer tipo de ódio.

Segundo o secretário-geral, as Nações Unidas esforçam-se para manter a paz e, ao mesmo tempo, levamos “ajuda vital a milhares de pessoas em meio a conflitos armados.”

No próximo ano, as Nações Unidas marcarão o seu 75º aniversário. O secretário geral termina sua mensagem dizendo que esse é um “momento crítico” para moldar o futuro da organização e convida todas as pessoas a participar da conversa.

Mundo

Para celebrar o dia, a ONU News ouviu algumas  pessoas para saber o que eles pensam das Nações Unidas.

Na Guiné-Bissau, a cientista política Nancy Cardoso destacou o apoio que a organização tem dado ao país.

“A ONU é importante para a Guiné-Bissau sim, porque a Guiné-Bissau precisa dessa proteção, tanto pela paz, tanto pela progressão, podemos dizer desenvolvimento econômico, tanto pelo próprio desenvolvimento nacional, também do país, e projeção do próprio país entre os outros países.” 

O encarregado de comunicação da Agência de Refugiados da ONU, Acnur, Gustavo Barreto destacou a atuação na área da migração. Barreto trabalha na Síria, de onde saíram mais de 5 milhões de pessoas desde o início do conflito há oito anos.

“Nós temos um dado grave hoje no mundo. Mais de 70 milhões de pessoas estão deslocadas a força, e isso é mais, de forma alarmante, é mais do que na Segunda Guerra Mundial. Hoje de fato nós temos muitos conflitos, então, a ONU lidera muitas ações em diversos países e ações regionais e ações efetivamente globais para a resolução do tema.”

Vista desde a prefeitura de Beira, a cidade moçambicana mais atingida pelo ciclone Idai, Foto ONU/Eskinder Debebe

Em todo o mundo, as Nações Unidas prestam assistência e protegem 71,4 milhões de pessoas que estão fugindo de guerras, fome e perseguição.

Emergências

No início do ano, Moçambique foi atingido por dois grandes ciclones que afetaram mais de 2 milhões de pessoas. As agências da ONU foram as primeiras no terreno. No aniversário da organização, a estudante de jornalismo, Sheila Chalipe, lembrou essa resposta.

“É uma organização que veio mesmo para trazer luz verde para os demais, por tem ajudado em várias áreas, das calamidades, da saúde, e outras áreas. Por exemplo, tivemos o ciclone Kenneth, em Cabo Delgado, que devastou quase a maior parte daquela província. E as Nações Unidas mais uma vez se fizeram sentir lá com o seu apoio.”

Ajuda humanitária

A ONU também luta contra a pobreza extrema, ajudando a melhorar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas. Mais de 91 milhões de pessoas em 83 países recebem alimentos e assistência das Nações Unidas.

A ONU atua ainda na área da mudança climática, trabalhando com 196 Nações para manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C, e na área da paz e seguranca, colocando mais de 102 mil boinas-azuis em 14 operações no mundo.

Alexandre Soares

Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.

Guterres “horrorizado” com descoberta de 39 corpos num caminhão no Reino Unido

Secretário-geral da ONU pediu justiça e enviou condolências às famílias das vítimas; polícia de Essex prendeu motorista do veículo que tinha placa da Bulgária; investigação em curso deve esclarecer caso e nacionalidade das vítimas.

ONU preocupada com relatos de violência na Bolívia após eleições

Ministros da Saúde da região concordaram com uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e síndromes relacionadas até 2030; entre elas estão HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

Unesco anuncia US$ 8 milhões em apoio ao ensino superior técnico em África

Uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e a China vai investir cerca de US$ 8 milhões no apoio ao ensino superior técnico em África.

Com o novo acordo, anunciado em Paris, serão formados profissionais de ensino de vários países da região subsaariana.

Tanzânia

Entre 2012 e 2016, a primeira fase do projeto capacitou profissionais da República do Congo, Côte d’Ivoire ou Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Etiópia, Libéria, Namíbia, Tanzânia e Uganda.

A fase II da iniciativa teve lugar em 2017-2018 com participantes do Togo e da Zâmbia.

O projeto desenvolve a nova etapa até 2020 para melhorar a capacidade das instituições de ensino superior técnico, para que suas atividades estejam “orientadas a um mercado de trabalho e aprendizado baseados em competências”.

Setor Industrial

A parceria também pretende fortalecer os vínculos entre universidades e o sector industrial nessa região do continente, onde já conta com uma rede de mais de 30 instituições que capacitam professores.

Em sete anos, a parceria apoiou mais de 100 eventos de capacitação onde foram habilitados mais de 10 mil formadores de docentes.

A iniciativa comprou e instalou mais de 2,4 mil equipamentos e plataformas online. Pelo menos três bibliotecas digitais foram criadas nesse período.

Inteligência Artificial

As duas partes cooperam em áreas como educação de meninas e mulheres, formação de professores, garantia de qualidade, aplicação da inteligência artificial na educação e no treinamento técnico e vocacional.

Para a diretora-geral da agência da ONU, Audrey Azoulay,  que a expectativa é que a nova contribuição ajude a avançar nos planos do continente africanos que integram a Agenda de Educação 2030 e a Agenda da União Africana 2063.