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Dia Mundial da Diabetes

WHO - T. Habjouqa

Mais de 420 milhões de pessoas sofrem de diabetes, uma doença tratável e muitas vezes evitável, em grande parte causada por dietas não saudáveis, falta de atividade física e acesso precário a serviços de saúde e a medicamentos. A maioria das pessoas afetadas vive em países em desenvolvimento.

A diabetes prejudica a saúde e as aspirações de educação e de emprego de muitos, afetando as comunidades e forçando as famílias a sofrer dificuldades económicas por causa das avultadas despesas médicas.

Os países estão a lidar com o problema da diabetes como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, comprometendo-se a reduzir a morte prematura causada por esta e outras doenças não transmissíveis em um terço até 2030.

A deteção precoce e o acesso aos serviços de saúde são cruciais para a prevenção e o tratamento, inclusive através da obtenção da Cobertura Universal de Saúde até 2030.

No Dia Mundial da Diabetes, expresso o meu apoio a todas as pessoas em todo o mundo que vivem com diabetes e reafirmo o compromisso das Nações Unidas de lutar pelas suas necessidades e bem-estar no nosso caminho de alcançar saúde de qualidade para todos.

Para vice-chefe da ONU, todos ganham quando mulheres lutam por seus direitos

A vice-secretária-geral da ONU está em Nairóbi, no Quênia, para participar no evento que a partir desta terça-feira marca os 25 anos do Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento adotado no Cairo.

Amina Mohammed disse que a visão aprovada em 1994 continua atual, ao falar a estudantes da Escola Primária em Ruiru. Para ela, capacitar mulheres e meninas para o direito de reivindicar independência, saúde e bem-estar “beneficia famílias, comunidades e nações em longo prazo”.

A vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed encontra estudantes em Nairóbi, no Quênia. Foto: Pnuma/Georgina Jane Smith

Casamento

Mohammed destacou que o mundo ainda é um lugar difícil e perigoso para as mulheres. Ela citou casos de mortes no parto, meninas forçadas ao casamento infantil ou à prática da mutilação genital.

De acordo com a ONU, todos os anos, uma em cada cinco mulheres ou meninas é vítima de agressão ou morre nas mãos de um parceiro ou familiar.

Cinco milhões são deslocadas por causa de conflitos ou desastres e precisam de cuidados médicos durante a gravidez. Cerca de 232 milhões de mulheres não têm acesso a contraceptivos.

Para Mohammed, o encontro de cúpula de Nairóbi é “uma oportunidade única para ajudar a dar mais poder às mulheres e meninas, suas famílias e comunidades”, além de promover seus direitos e escolhas.

Ação

A vice-chefe da ONU disse que o Programa de Ação é agora “mais relevante que nunca” quando o mundo lida com temas como urbanização, aumento da migração, crescimento e envelhecimento da população.

O evento quer promover mais ação política e recolher fundos para cumprir a agenda sobre população e desenvolvimento. Outras metas são aproveitar melhor a população adulta, baixar o número de mortes materno-infantis, apoiar o planejamento familiar, eliminar a violência e as práticas que prejudiquem mulheres e meninas.

Mohammed destacou o trabalho do Fundo da População da ONU, Unfpa, para aumentar o acesso aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva, prevenir e dar resposta à violência de gênero.

Foto Unicef: Samuel Leadismo

Mulheres em Samburu, no Quênia, conversam sobre a mutilação genital feminina.

Coordenação

A representante disse, no entanto, que várias vítimas da mutilação genital feminina e jovens capacitados para prevenir o casamento precoce precisam de apoio e da coordenação do sistema de desenvolvimento da ONU.

A caminho de se atingir a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, Mohammed pediu que a promessa continue, seja protegido o futuro das meninas e capacitadas as mulheres em todo o mundo.

Em dia mundial, ONU incentiva uso de ciência para a paz e desenvolvimento

As Nações Unidas marcam este 10 de novembro o Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento sob o lema “Ciência aberta, não deixando ninguém para trás”.

De acordo com a ONU, os últimos anos foram marcados por disparidades no acesso à ciência, tecnologia e inovação. Foto: ONU/Eskinder Debebe

A celebração promove a importância da ciência para as sociedades e a participação do público em debates sobre questões deste setor no dia a dia.

Compreensão

As Nações Unidas querem garantir que os cidadãos estejam mais informados sobre avanços científicos. Por isso, a data também destaca como os cientistas podem melhorar a compreensão do Planeta Terra e tornar as sociedades mais sustentáveis.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, incentiva essa interação com eventos onde participam representantes de governos, meios de comunicação e estudantes.

A agência quer reforçar a consciência sobre o papel da ciência para formar sociedades mais pacíficas e sustentáveis, além de promover a solidariedade científica.

Outra meta das celebrações é promover o uso da ciência para beneficiar as sociedades, chamar a atenção para os desafios e aumentar o apoio dado aos esforços feitos pelos cientistas.

Tecnologia

De acordo com a ONU, os últimos anos foram marcados por disparidades no acesso à ciência, tecnologia e inovação. Para lidar com a situação, a organização incentiva o movimento global Open Science que promove pesquisas e dados científicos.

Para as Nações Unidas, a colaboração, as descobertas científicas e o acesso às tecnologias contribuem para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em particular nos países em desenvolvimento.

Cheias no leste da África já afetaram mais de 2,5 milhões de pessoas

Chuvas fortes e inundações no leste da África já afetaram pelo menos 2,5 milhões de pessoas, informou o Escritório de Coordenação da Assistência Humanitária, Ocha.

A situação começou em julho, mas piorou no final de outubro. As cheias forçaram milhares de pessoas a abandonar suas causas e destruíram propriedades, plantações e criações de gado.

Sudão do Sul

Entre os países mais afetados estão Sudão do Sul, Etiópia, Sudão, Somália, Quênia e Uganda.

No Sudão do Sul, as inundações devastaram grandes áreas do país, afetando cerca de 900 mil pessoas. Cerca de 420 mil precisam de assistência humanitária urgente.

Na sexta-feira, o Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU, Cerf, anunciou a mobilização de US$15 milhões para prestar ajuda urgente a cerca de 620 mil pessoas em necessidades como abrigo, saúde, alimentos e higiene.

Afetados

Em muitos países, as inundações agravaram situações que já eram graves, causadas por secas recorrentes e violência e conflito.

Na Etiópia, 570 mil pessoas foram afetadas, incluindo mais de 202 mil que tiveram de sair de suas casas. No Sudão, onde as chuvas perturbaram cerca de 346 mil homens e mulheres. Águas paradas causam surtos de doenças, como cólera e dengue.

Na Somália, existem 370 mil deslocados. No Quênia, mais de 100 mil pessoas foram afetadas. Na Tanzânia, morreram mais de 40 pessoas.

Segundo o Ocha, “prevê-se que as chuvas continuem acima de níveis normais durante os meses de novembro e dezembro, com risco de mais inundações.”

Saúde

A Organização Mundial da Saúde, OMS, aumentou a sua resposta nestes países. Segundo a agência, “as populações enfrentam um risco maior de doenças ou morte por doenças transmitidas pela água e outras doenças que se espalham facilmente em abrigos temporários superlotados.”

Juntamente com governos, outras agências e parceiros, a OMS trabalha para reduzir o risco de surtos de cólera, febre tifoide e outras doenças infecciosas.

A agência lembra que no Sudão do Sul, 60% das áreas atingidas já enfrentavam níveis extremos de desnutrição. Desde o início das chuvas, em julho, 42 centros de nutrição foram forçados a suspender seus serviços.

Na Somália, muitos distritos atingidos lidam com surtos de cólera e existe acesso limitado a cuidados de saúde. Com muitas estradas intransitáveis ​​e um surto de malária e diarreia, a agência diz que a situação é crítica.

Impacto

Para outros países, a OMS envia equipes de resposta rápida e distribui equipamentos médicos e mosquiteiros.

Para avaliar o impacto das inundações, outros riscos e possíveis lacunas, especialistas da agência acompanham a situação em todos os países afetados.

ONU: 60 mil jovens migrantes que chegaram à Itália sozinhos precisam de apoio

Grupo inclui refugiados; relatório de três agências das Nações Unidas indica que eles enfrentam discriminação, desemprego, barreiras burocráticas e falta de informações legais.

Em Nairóbi, mundo quer avançar metas sobre População e Desenvolvimento

Representantes mundiais estão a caminho de Nairóbi, no Quênia, para participar no Encontro de Cúpula sobre os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, Icpd25. O evento de dois dias começa em 12 de novembro.

Em 1994, vários governos, ONGs e setor privado se reuniram na conferência do Cairo. O encontro do Egito ficou na história por reconhecer a força da ligação entre população e desenvolvimento e que era preciso aumentar o poder das mulheres.

Acordo

Foi essa reunião global que, primeira vez, destacou que era necessário defender a  saúde reprodutiva e sexual e os direitos da mulher em acordos globais sobre população e desenvolvimento.

A ONU News, em Maputo, conversou com a representante do Fundo da População da ONU, Unfpa, em Moçambique. Andrea Wojnar afirma que a inclusão é a resposta para desafios democráticos.

“Nós sabemos que 65% da população têm menos de 25 anos. Esse é um número enorme e não há capacidade produtiva para  essa população jovem. Não é suficiente a população produtiva para apoiar esses jovens e esse é um desafio para Moçambique. O objetivo da conferência é incluir, analisar a situação demográfica e todas as políticas setoriais para selecionar os meios de abordagem.”

A Icpd25  quer renovar e melhorar o plano de ação adotado no Cairo. Outra meta é fazer avançar  o Programa de Ação da Icpd, tendo em conta a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e as metas globais para os próximos 10 anos. O evento pretende garantir que ninguém seja esquecido nesses campos.

Desenvolvimento

Antes da reunião de Nairóbi, a ONU fez uma consulta global sobre o que ainda resta a fazer para que as metas sobre população e desenvolvimento possam avançar.

A conferência deve discutir temas como melhorar o financiamento, a população e o desenvolvimento sustentável, práticas femeninas nocivas,  a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos para todos em situações humanitárias e frágeis.

As Nações Unidas declaram que “houve progressos notáveis” desde a adoção do Programa de Ação do Cairo sobre População e Desenvolvimento aprovado por 179 Estados.

Mortalidade

De acordo com a organização, o número de pessoas que usam contraceptivos em todo o mundo aumentou 25%. Os partos de mães adolescentes diminuíram de forma acentuada e houve uma queda da taxa de mortalidade materna em nível global.

Para a ONU, o desafio é tornar esse avanço mais rápido e equilibrado, permitir o acesso de centenas de milhões de mulheres a contraceptivos e alcançar as metas globais para baixar as mortes maternas.

*Reportagem enviado especial, Ouri Pota.

Diogo Moreira/Governo de Sao Paulo

ONU vê progressos desde adoção do Programa de Ação do Cairo sobre População e Desenvolvimento.

Cidades do Brasil, Guatemala e Honduras ganham prêmio por reduzir malária

Três municípios no Brasil, Guatemala e Honduras foram reconhecidos como Campeões contra a Malária nas Américas 2019 por seus esforços para combater a doença e reduzir o número de casos.

GUATEMALA: La Gomera, campeã contra a malária nas Américas 2019. Foto: Opas/OMS

Os prêmios foram entregues na quarta-feira pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, para marcar o Dia de Combate à Malária nas Américas.

Brasil

O município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, conseguiu reduzir pela metade a alta incidência de malária. O resultado foi obtido com diagnóstico e tratamento precoces, controle de vetores e mapeamento de casos em tempo real.

De acordo com a Opas, São Gabriel da Cachoeira mostra que, utilizando as ferramentas adequadas, é possível reverter a incidência da malária em ambientes difíceis e complexos.

Redução

A cidade faz fronteira com Venezuela e Colômbia e tem uma população de quase 45 mil habitantes. No ano passado, o município teve mais de 14 mil casos, o segundo maior número no país, ficando atrás apenas de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Entre janeiro e setembro deste ano, a incidência de malária registrou 47% de queda em comparação com o mesmo período de 2018.

Guatemala e Honduras

Já na Guatemala, a cidade premiada foi La Gomera, que conseguiu reduzir os casos de malária em 50% no ano de 2018. Já Puerto Lempira, em Honduras, diminuiu a incidência de novos casos em 92%, graças ao trabalho de uma rede de 167 voluntários e a tecnologias como geolocalização para identificar os surtos.

O subdiretor da Opas, Jarbas Barbosa, destacou durante a cerimônia de premiação, que os trabalhos desenvolvidos pelas cidades “são inovadores não apenas para a malária, mas para outras doenças e condições que podem se beneficiar de sua experiência e plataformas.”

Puerto Lempira, Honduras – 2019 Campeão da Malária, by Opas/OMS

Malária

A malária é uma doença potencialmente fatal, causada por parasitas transmitidos às pessoas por meio da picada de mosquitos infectados. Cerca de metade da população mundial corre risco de contrair malária, principalmente aqueles que vivem em países de baixa renda.

Dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, mostram que a cada dois minutos, uma criança morre de malária. Em 2017, foram notificados 219 milhões de novos casos de malária; 400 mil pessoas, a maior parte delas, crianças africanas, perderam a vida.

A OMS lembra que a malária é uma doença que pode ser prevenida e curada.

Américas

Nas Américas, 132 milhões de pessoas vivem em áreas onde existe o risco de contrair a doença. Segundo especialistas da Opas, é preciso redirecionar a resposta global, de forma urgente. A responsabilidade pelo desafio recai sobre os países mais afetados.

Em maio de 2019, Argélia e Argentina foram oficialmente reconhecidas pela OMS como livres da malária. A certificação é concedida quando um país prova que interrompeu a transmissão autóctone da doença por pelo menos três anos consecutivos.

Ao todo, 38 países e territórios já foram declarados livres da doença.

Chefe da Unrwa entrega carta de demissão do cargo a secretário-geral da ONU

O chefe da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, renunciou ao cargo nesta quarta-feira.

A decisão de Pierre Krähenbühl, comissário-geral da Unrwa, foi anunciada pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric.

Trabalho

Dujarric contou que o secretário-geral, António Guterres, agradeceu a Krähenbühl pelo compromisso e dedicação constantes à Unrwa e aos refugiados palestinos.

A carta de demissão foi entregue horas após o chefe da Unrwa ter sido afastado do cargo com base numa investigação interna sobre sua gestão e a de outros líderes da agência.

Resultados preliminares davam conta de irregularidades administrativas. Em nota separada, Guterres informou, através de seu porta-voz, que nenhuma das irregularidades envolvia fraude ou apropriação indevida de fundos por parte de Pierre Krähenbühl.

Estados-membros

Guterres disse que a Unrwa faz um trabalho “excelente e essencial para o bem-estar dos refugiados palestinos.”

Horas antes do anúncio da demissão, o chefe da ONU havia nomeado o vice-comissário-geral da Unrwa, Christian Saunders, como chefe interino da agência.

As Nações Unidas destacam que neste momento, é vital que os Estados-membros e outros parceiros continuem comprometidos com o trabalho da Unrwa.

A organização também considera fundamental o apoio da comunidade internacional ao “trabalho da agência nas áreas de saúde, educação e assistência humanitária, que é uma fonte de estabilidade em uma região volátil”.

Senegalesa que atua contra a exploração e abuso sexual ganha Prêmio de Polícia Feminina da ONU

A nova vencedora do Prêmio de Polícia Feminina das Nações Unidas é uma senegalesa que lidera uma força-tarefa contra a exploração e abuso sexuais na República Democrática do Congo, RD Congo.

O prêmio de Oficial de Polícia Feminina do Ano das Nações Unidas foi criado em 2011 para reconhecer contribuições excepcionais de policiais femininas. Foto: ONU

A major Seynabou Diouf faz parte da Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas no país, Monusco, e trabalha em Goma, na região oriental de Kivu do Norte.

Rede de Mulheres

A vencedora da edição do prêmio de 2019, também lidera a Rede de Mulheres Policiais da ONU, que conecta policiais para orientação, treinamento, desenvolvimento profissional e apoio mútuo.

Ao escolher a Major Diouf, o comitê de seleção elogiou seu serviço exemplar, que tem um impacto direto e positivo na comunidade e na polícia nacional congolesa.

Cerimônia

A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu nesta terça-feira em Nova Iorque, durante a 14ª Semana da Polícia das Nações Unidas. Chefes de componentes policiais da ONU e especialistas da polícia de 14 operações de manutenção da paz, missões políticas especiais e escritórios regionais discutem tópicos relacionados ao desempenho, fortalecimento de conduta e disciplina e sustentação da paz por meio da promoção dos direitos humanos.

A boina-zul disse que “não existe nada mais motivador que o reconhecimento pelo trabalho duro.” Ela acrescentou que com o prêmio se sente ainda mais incentivada “a fazer mais”.

A policial prometeu que continuará a “promover os direitos das mulheres, a se pronunciar contra a violência sexual baseada no gênero e também a combater a marginalização e a prática religiosa e costumeira discriminatória voltada para mulheres e meninas.”

Policiais

O subsecretário-geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, lembrou que em todas as missões da ONU, “as policiais são um elemento essencial na sensibilização e no treinamento sobre exploração e abuso sexuais.”

Para ele, “redes de oficiais femininas, como a que a Major Diouf lidera na Monusco, ajuda a prevenir, combater e investigar ofensas relacionadas à exploração sexual e abuso, promovendo a política de tolerância zero da organização.”

Lacroix enfatizou que quanto mais mulheres houver nas operações manutenções da paz, mais eficazes elas serão.

O prêmio de Oficial de Polícia Feminina do Ano das Nações Unidas foi criado em 2011 para reconhecer contribuições excepcionais de policiais femininas para a manutenção da paz da ONU e para promover o empoderamento das mulheres.

Seleção

A major Diouf foi selecionada entre 30 indicações de oito missões de paz. Sua experiência anterior na ONU inclui atuações com a Missão da ONU para a União Africana em Darfur, Unamid, e a Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali, Minusma.

No Mali, ela abordou questões de má conduta e bem-estar. A major tem uma carreira de 33 anos com a Polícia Nacional do Senegal.

Atualmente, quase 10 mil policiais da ONU são destacados em operações de paz, ajudando a melhorar a paz e a segurança internacionais, apoiando os Estado-membros em situações de conflito, pós-conflito e outras crises.

Ao comentar a premiação, o assessor de polícia das Nações Unidas, Luis Carrilho, destacou que “através de seu trabalho para apoiar sobreviventes de violência sexual através da Rede de Mulheres Policiais da ONU na Monusco, juntamente com suas iniciativas para fortalecer o policiamento comunitário com a Polícia Nacional do Congo, a Major Diouf incorpora o espírito do prêmio e os valores centrais da Organização.” Para o representante, “ela é uma inspiração para todos.”

O Senegal é o maior contribuinte da polícia para as operações de paz da ONU e está entre os cinco principais Estados que apoiam a organização com mulheres policiais.

Dia Mundial de Sensibilização para os Tsunamis

UN Photo Evan Schneider

Este ano marca o 15º aniversário do tsunami que devastou o Oceano Índico, e que provocou a perda de 230.000 vidas em 14 países. Desde então, temos assistido a grandes melhorias nos sistemas de alerta precoce, não apenas no Oceano Pacífico mas também no Oceano Índico, nas Caraíbas, no Atlântico Nordeste, no Mediterrâneo, entre outros. Graças a estes sistemas, foram salvas muitas vidas.

No entanto, é evidente pelas crescentes perdas económicas nos últimos vinte anos que ainda não valorizamos devidamente a importância da infraestrutura crítica à prova de desastres.

Valorizá-la é essencial para evitar o colapso de serviços públicos importantes que pode ocorrer durante tsunamis, terramotos e eventos climáticos extremos.

Há inúmeros riscos. Estima-se que 680 milhões de pessoas vivam em zonas costeiras baixas e em 2050, esse número poderá ultrapassar o milhar de milhão. Ao mesmo tempo, o aumento do nível médio das águas causado pelas alterações climáticas pode agravar ainda mais o poder destrutivo dos tsunamis.

A redução de riscos é crucial nos nossos esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

No Dia Mundial de Sensibilização para os Tsunamis, incentivo os governos, as autoridades locais e a indústria da construção a trabalharem em prol de um desenvolvimento informado acerca dos riscos dos fenómenos climáticos e a investirem em resiliência.

Unicef quer repatriamento de crianças estrangeiras na Síria “antes que seja tarde demais”

Cerca de 28 mil crianças de mais de 60 países diferentes, incluindo quase 20 mil do Iraque, continuam no nordeste da Síria, principalmente em acampamentos de deslocados.

De acordo com estimativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, pelo menos metade dessas crianças têm menos de cinco anos.

Uma família deslocada que vive na área de Al-Shadadi, na província de Al Hassakeh, nordeste da Síria, onde a ONU está prestando assistência alimentar. Foto: PMA/Abeer Etefa

Urgência

A diretora executiva da agência, Henrietta Fore, alertou que o recente conflito no nordeste da Síria “traz uma urgência renovada aos governos de repatriar crianças estrangeiras presas na área antes que seja tarde demais.”

Para a chefe da agência da ONU, os governos “têm agora a responsabilidade e a oportunidade de fazer a coisa certa e levar essas crianças e seus pais para casa, onde podem receber cuidados adequados e estar a salvo de violência e abuso.”

O Unicef estima que pelo menos 250 meninos, alguns com nove anos de idade, estejam sendo detidos, embora os números reais sejam provavelmente muito mais altos.

Proteção

Fore disse que “todos estão vivendo em condições que não são adequadas para crianças.” Ela acrescentou que “a principal pergunta deles para o mundo é: O que vai acontecer conosco?”

A chefe do Unicef afirmou que “as crianças, no nordeste ou em qualquer outro lugar dentro da Síria, não devem ser abandonadas enquanto os muros da guerra se fecham ao seu redor.” Ela destacou que “essas crianças precisam urgentemente de cuidados e proteção adequados.”

Retorno

Pelo menos 17 países já teriam repatriado mais de 650 crianças, muitas das quais agora vivem com membros da família. Em alguns casos, suas mães voltaram com eles.

As crianças que retornaram, algumas com o apoio do Unicef, encontraram segurança, estão na escola e se recuperando das experiências que sofreram na guerra.

Fore elogiou a liderança desses Estados, dizendo que a atitude deles mostra que “onde há vontade, existe um caminho”. A representante lembrou que as ações desses países “continuam sendo a exceção, e não a norma.”

O Unicef enfatiza que o melhor interesse das crianças deve ser uma consideração primordial em todos os momentos.

© Unicef/Delil Souleiman

Em 11 de outubro de 2019, na Síria, mulher e crianças aguardam embaixo de um caminhão, em Tal Tamer, depois de fugir da escalada da violência.

Sobrevivência

Fore afirmou que a agência continua profundamente preocupada com a segurança e o bem-estar dessas crianças e dos dezenas de milhares de menores sírios que lutam para sobreviver em meio a condições cada vez mais difíceis nos campos e centros de detenção da região.

Entre essas crianças estão 40 mil pessoas que foram recentemente deslocadas no nordeste da Síria. Algumas delas foram separadas de suas famílias, feridas ou incapacitadas devido à violência.

A chefe do Unicef alertou que todas elas “são criticamente vulneráveis ​​e precisam urgentemente de proteção contra outros danos.”

Unicef/Aaref Watad

Crianças da Síria junto da fronteira com a Turquia, fugindo da violência em Idlib

Unicef

Ao reforçar o pedido de ação urgente dos Estados-membros e das partes do conflito, o Unicef lembra ainda que a detenção deve ser apenas uma medida de último recurso e pelo menor tempo possível. A agência destaca que crianças não devem ser detidas apenas com base em suspeitas de vínculos familiares com grupos armados ou na participação de membros da família em grupos armados.

Alinhados aos melhores interesses da criança e em conformidade com os padrões internacionais, os governos devem garantir a reintegração segura das crianças sírias em suas comunidades locais e o repatriamento seguro, digno e voluntário das crianças estrangeiras de volta aos seus países de origem. O Unicef destaca que a preservação da unidade familiar e o princípio da não repulsão são críticos para proteger as crianças.

A agência da ONU também lembra que as partes no conflito e as pessoas com influência devem proteger as crianças o tempo todo. Isso inclui evitar ataques a populações e infraestrutura civil, como centros de saúde, sistemas de água e escolas.

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FAQ

Perguntas Gerais

P: Eu quero trabalhar para a ONU.  Para onde envio meu currículo?
R: Para candidatar-se, por favor veja a seção de oportunidades de empregos ou voluntariado (em inglês)

Posso candidatar-me a um estágio?
As Nações Unidas oferecem oportunidades para estudantes matriculados num curso universitário. Acesse: estágio na sede da ONU em Nova Iorque (em inglês)

Posso receber assistência financeira da ONU?
A assistência financeira não está disponível para indivíduos ou organizações através das Nações Unidas.

Como posso contribuir para o trabalho da ONU?
Descubra onde e como você pode doar.

Recebi um email de uma organização da ONU e/ou de um funcionário da ONU. Pode ser um golpe?
Algumas mensagens eletrônicas podem, de formas falsificada e errônea, estar associadas às Nações Unidas. Veja a seção de Alerta de Fraude

Gostaria de enviar uma proposta via e-mail ao Secretário-Geral. Qual é o email dele?
As propostas só podem ser consideradas pela ONU quando apresentados através de um representante oficial de um País-Membro e após serem devidamente inscritas na agenda da Organização e votada por seus membros.
Tenho um projeto para avançar com os objetivos das Nações Unidas. A ONU oferece assistências financeira, logística e jurídica.
Não. Como uma organização de países soberanos, seus recursos são alocados apenas para programas que foram oficialmente aprovados por seus membros.
Entretanto, existem várias Organizações Não-Governamentais (ONGs) que podem colaborar com a ONU em suas atividades. Por favor, visite os seguintes sites:
.Seção de ONG do Departamento de Informação Pública
– Seção de ONG do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais
.Serviço de Ligação da ONU para Assuntos Não-Governamentais.

Eu tenho um trabalho de escola sobre  a ONU. Onde posso encontrar mais informações?
Por favor, visite as seguintes páginas para mais informações sobre a ONU: Sobre a ONU, Carta da ONU, Logo e Bandeira da ONU, História da ONU, O Essencial sobre a ONU (em inglês)

A ONU oferece bolsas de estudo?
A ONU não oferece bolsas de estudo ou programas de intercâmbio para estudantes.

MAIS PERGUNTAS E RESPOSTAS

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Coleção do Tratado ONU

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