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Banco Mundial destina meio bilhão de dólares a Goiás para reforçar setor agrícola

O mais populoso estado do centro-oeste brasileiro tem 7 milhões de habitantes; pandemia afetou principal fonte econômica e afetou finanças do estado.

Chefe da ONU encerra visita ao Sahel buscando investimento para região

António Guterres visitou Senegal, Níger e finaliza passagem pela região na Nigéria; ele afirmou que países precisam de mais investimento para combater o terrorismo e criar condições para desenvolvimento; número de refugiados e deslocados internos vem aumentando na região na última década.

Fome cresceu mais de 20% no mundo e atinge 193 milhões de pessoas

O número de pessoas enfrentando níveis de crise de fome ou em pior situação aumentou em 40 milhões no ano passado.

O total está 22% acima do recorde registrado no ano anterior, segundo o relatório da Rede Global Contra Crises Alimentares publicado esta quarta-feira.

Conflito

A aliança integrando ONGs, as Nações Unidas e a União Europeia alerta que a guerra na Ucrânia poderá piorar um cenário que já se vinha agravando a um ritmo alarmante bem antes do conflito com a Rússia.

ONU lembra que mundo já enfrenta uma fome em uma escala sem precedentes

Unicef/Sayed Bidel

ONU lembra que mundo já enfrenta uma fome em uma escala sem precedentes

A nova publicação destaca que 193 milhões de pessoas enfrentaram “segurança alimentar aguda” em 53 países ou territórios no ano passado.

A realidade de meio milhão de pessoas requer ações maior urgência para evitar a fome e a morte em países como Etiópia, Madagascar, Sudão do Sul e Iêmen.

Uma das constatações é que o mundo segue em direção errada, com uma alta da fome constante observada em 39 dos países ou territórios avaliados desde 2018.

Tendência

Apesar do aumento em 22% de pessoas passando fome, a tendência geral de piora continua.

O estudo destaca que a guerra é o principal motor da fome, acompanhada de mudanças climáticas e choques econômicos.

Nova publicação destaca que 193 milhões de pessoas enfrentaram segurança alimentar aguda

Ifad/Santiago Albert Pons

Nova publicação destaca que 193 milhões de pessoas enfrentaram segurança alimentar aguda

Em apelo à comunidade internacional, o secretário-geral da ONU pediu ação imediata.

António Guterres destaca que a sexta edição do relatório global deve abalar o mundo  que já enfrenta uma fome em uma escala sem precedentes, recordes de preços dos alimentos e milhões de vidas e meios de subsistência que estão em jogo.

Fome global

O chefe da ONU destacou que o “conflito ucraniano é mais um peso na crise tridimensional  de alimentos, energia e finanças com impactos arrasadores sobre pessoas e países mais vulneráveis ​​do mundo e suas economias”.

Para uma mudança de rumo, Guterres destaca as oportunidades oferecidas pela Agenda 2030, a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU e a criação do Corredor de Coordenação de Sistemas Alimentares em Roma.

Conflito ucraniano é mais um peso na crise tridimensional  de alimentos, energia e finanças com impactos arrasadores sobre pessoas e países mais vulneráveis ​​do mundo e suas economias

Para o chefe das Nações Unidas estes são os primeiros passos para evitar grandes aumentos fome global e acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável.

Já a comissária da União Europeia de Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, declarou que “a invasão da Ucrânia pela Rússia põe em risco a segurança alimentar global”.

Lusófonos

A representante apelou para a atuação global “para evitar a maior crise alimentar da história e a agitação social, econômica e política que pode se seguir”.

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique são os lusófonos na lista com maiores números de afetados pela insegurança alimentar aguda nos últimos dois anos.

Colheita de trigo perto da vila de Krasne, na Ucrânia.

FAO/Anatolii Stepanov

Colheita de trigo perto da vila de Krasne, na Ucrânia.

Em território angolano houve mais de 1 milhão de pessoas com fome que se agregou aos 35 milhões que passaram a enfrenar crise ou pior situação em um quinquénio.

Entre os eventos extremos que prejudicaram a situação alimentar em Moçambique estão tempestades tropicais, chuvas torrenciais e inundações.

Insegurança

Cabo Verde registou o quinto ano consecutivo sem produção agrícola significativa, tal como aconteceu em diversas nações do Sahel.

O país está entre 41 nações e territórios incluídos no relatório onde entre 179 milhões e 181 milhões de pessoas devem estar em crise alimentar este ano.

Guiné-Bissau vem mencionada no estudo pelos níveis de problemas de crescimento infantil próximos do limiar maior ou igual a 30% definido pela Organização Mundial da Saúde.

Secas em Madagáscar colocam o país africano entre aqueles onde há mais fome.

Foto: © UNICEF/Safidy Andriananten

Secas em Madagáscar colocam o país africano entre aqueles onde há mais fome.

ONU firma acordo com Ucrânia para proteger vítimas de violência sexual

Representante especial da organização destaca que os direitos das mulheres não acabam quando uma guerra se inicia; Pramila Patten esteve em Kyiv e afirmou que já recebeu relatos deste tipo de crime sendo cometido não apenas contra mulheres e meninas, mas também contra meninos. 

A “epidemia” da obesidade na Europa

@UNNews

O grupo regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa lançou ontem o relatório sobre a obesidade na Europa (WHO European Regional Obesity Report 2022) argumentado que a obesidade neste lado do mundo é epidémica. Felizmente, o relatório conclui que esta epidemia é “reversível“. 

Mais de metade dos portugueses – especificamente 57.5% dos adultos- têm excesso de peso e 25.8% são obesos. E por pior que sejam estes números, ainda pior é saber que não somos uma anomalia, mas sim a norma. O relatório da OMS sobre a obesidade revela que, na Europa, 58.7% dos cidadãos têm excesso de peso e 23.3% são obesos. Nenhum dos 53 Estados-membros europeus da OMS estão “a caminho de cumprir o objectivo da OMS de travar o aumento da obesidade até 2025.

Obesidade, saúde mental e outros riscos

No novo relatório da OMS sobre a obesidade na Europa, encontramos o relato da Diana, uma portuguesa que luta contra a obesidade. Ela conta-nos como a obesidade afeta a sua saúde mental. Quando andava na escola a Diana era vítima de bullying devido ao seu peso. Hoje enfrenta discriminação no trabalho, tendo sido rejeitada de um trabalho numa loja de cosmética devido ao seu aspeto físico. A Diana descreve como estas experiências a levaram a desenvolver uma fobia social e admite que atualmente se isola e tem fobia social devido à discriminação que já sofreu ao longo da vida.

© UNICEF.

Um declínio na saúde mental é só uma das várias consequências da obesidade. A OMS enfatiza também no seu relatório o risco elevado de asma, dores musculares, doenças cardiovasculares como a hipertensão, diabetes e até de 13 tipos diferentes de cancro, como a cancro da mama e tiroide que está associado ao excesso de peso. No relatório sobre a obesidade de 2022 a OMS revela que o excesso de peso leva a 1,2 milhões de mortes anuais na Europa, “correspondendo a mais de 13% da mortalidade total na Região.”

Travar a obesidade
@UNICEF/Patricia Willocq.

Travar o aumento da obesidade é crucial para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Agenda 2030 e os Plano Europeu da OMS para 2020-2025. Para apoiar os países europeus nos seus esforços contra a obesidade, a OMS propôs, nas conclusões do relatório, diferentes políticas que se poderão implementar para lidar com este problema “complexo”. Algumas das sugestões são:

  • A implementação de intervenções fiscais (por exemplo taxas nas bebidas açucaradas e subsídios para a alimentação saudável)
  • Restrições no marketing de alimentos não saudáveis para crianças, tais como as restrições impostas pela lei portuguesa em 2019 à publicidade de alimentos com alto teor de gordura e açúcar.
  • Esforços para a promoção de uma dieta e hábitos saudáveis

Presidente do Instituto Camões diz que saber português é vantagem no mercado de trabalho

Embaixador João Ribeiro de Almeida falou à ONU News, em Lisboa, sobre as celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa; a primeira presencial desde a pandemia; concertos em Lisboa e outras partes do mundo destacam valor universal do idioma. 

Cantora Assa Matusse diz que língua portuguesa transforma sociedades

Artista moçambicana estrela comemorações na sede da Unesco, em Paris, neste Dia Mundial da Língua Portuguesa; ela diz que arte junta os povos e a língua portuguesa através da música com poder na transformação e educação de jovens.

Museu da Língua Portuguesa celebra evolução do idioma de 280 milhões de falantes

O Dia Internacional da Língua Portuguesa é celebrado neste 5 maio. Mas, no centro de São Paulo, uma entidade comemora o idioma todos os dias. Localizado na antiga Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa foi o primeiro deste tipo no mundo.

A ONU News conversou com Isa Grinspum, curadora do Museu. Ela explicou que o local, que se reergueu de um incêndio em dezembro de 2015, foi reaberto no ano passado e busca refletir agora a diversidade de culturas do universo lusófono.

Comemoração

“O Museu, tanto nas suas exposições temporárias como na permanente, traz a formação dessa língua, como ela se deu, como foram esses movimentos na história, entre continentes e atravessando mares. Mas ela quer também mostrar essa vitalidade de hoje. A programação do dia da língua, em poucos dias, de forma concentrada e intensa, quer trazer tudo isso em alta voltagem”

Para as comemorações deste ano, que vão de 5 a 7 de maio, Isa Grinspum conta que a agenda explora a diversidade e expansão geográfica da língua portuguesa, que ela define como “viva, pulsante e plural”.

As manifestações artísticas poderão ser vistas tanto dentro como fora do Museu. Os paulistanos que passarem pela região também poderão conferir parte da programação gratuitamente.

O Museu celebra ainda o centenário do escritor José Saramago, até hoje o único vencedor do Nobel de Literatura em língua portuguesa.

Com a instalação “O Conto da Ilha Desconhecida”, a instituição oferece uma homenagem ao português em parceria com a Fundação José Saramago, o Instituto Camões e a Companhia das Letras.

Uma barca inflável, livremente inspirada na obra de mesmo nome de Saramago, ficará montada no saguão do Museu. 

Evolução da língua

Segundo Isa Grispum, o Museu da Língua Portuguesa, desde sua abertura em 2006, promove um formato inédito e exclusivo, e faz um convite a todos os falantes para refletirem sobre o idioma.

“Todos nós, que somos falantes e autores dessa língua, não estamos habituados a pensar e refletir sobre ela. E a ideia de fazer um museu sobre esse assunto, em pleno coração de São Paulo, num lugar com tanta gente, tão diferenciada que passa por ali, para pensar sobre a língua portuguesa, sobre a riqueza dela, sobre sua história, sobre a diversidade enorme. O português é um, mas são muitos também”

De acordo com a curadora, o Museu recebeu mais de 4 milhões de visitantes em sua primeira década de existência e aborda, nas exposições permanentes, a multiplicação e as mutações do idioma.

Brasil

No Brasil, ela explica que a língua evoluiu a partir de outros idiomas, como indígenas e africanos, e absorveu ainda outras centenas que chegaram pelos fluxos imigratórios no país.

Por isso, uma das estrelas do Museu é uma área onde o visitante é convidado para uma viagem pelos estados brasileiros para reconhecer sotaques e regionalismos.

Isa Grinspum destacou ainda as diversas criações musicais e literárias produzidas em língua portuguesa, que viajam o mundo todo e são traduzidas em outros idiomas.

Além do trabalho da curadora, a celebração da data, neste ano, tem direção artística do diretor teatral e de cinema Felipe Hirsch, convidado para criar uma programação inspirada em sua peça “Língua Brasileira”.

Também estão entre os convidados confirmados o escritor Caetano Galindo, a jornalista Eliane Brum, a cantora Juçara Marçal, o músico Kiko Dinucci, a escritora Yeda Pessoa de Castro, o líder indígena e professor André Baniwa e a Orquestra Mundana Refugi.

ONU e Cruz Vermelha ajudam a evacuar 101 pessoas em Mariupol

Coordenadora humanitária da ONU no país, Osnat Lubrani, conta que oviu história de trauma e desespero “eles tiveram que suportar um inferno” após dois meses “sem ver a luz do dia”; para ela, muitos estão têm problemas de saúde; secretário-geral espera que coordenação permita mais pausas humanitárias.

Bachelet: “Trabalho de jornalistas em expor atrocidades é mais crucial que nunca”

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos discursa ao lado dos jornalistas e Prêmios Nobel da Paz, Maria Ressa e Dmitry Muratov; ONU lamenta falta elucidação para 87% dos crimes contra profissionais do meio. 

Dia Mundial de Combate à Asma ressalta falta de recursos para enfrentar doença 

Condição afeta cerca de 6% das crianças e 2% dos adultos, e matou 461 mil pessoas em 2019; OMS ressalta atuação no aconselhamento sobre vida saudável, combate ao tabagismo e autocuidado; problema de saúde continua pouco diagnosticado ou tratado países de rendimentos baixo e médio.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa destaca desafios da digitalização

Secretário-geral da ONU afirmou que ferramentais digitais, embora contribuam para democratização no acesso à informação, facilitam também censura e violência; prêmio Guillermo Cano da Unesco saiu para Associação de Jornalistas da Belarus, por ‘bravura’ de profissionais do país.

Marketing de fórmulas em redes sociais prejudica consumo do leite materno

OMS destaca que indústria de leite artificial recorre a conteúdo personalizado por meio de aplicativos, influenciadores pagos e fóruns para chegar aos consumidores; relatório revela que muitas vezes o tipo de promoção não pode ser identificado como publicidade.    

“Mais recursos são necessários para combater ataques terroristas no Sahel”, afirma Guterres em vista ao Níger

O número de ataques terroristas na região africana do Sahel “continua a aumentar” segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, que chegou segunda-feira à capital do Níger, Niamey.

Essa é a segunda parada na passagem do chefe das Nações Unidas pela África Ocidental para marcar o mês sagrado muçulmano do Ramadã. Ele esteve em Senegal no domingo e segue para Nígéria na terça-feira.

Níger é a segunda parada na viagem do chefe das Nações Unidas pela África Ocidental para marcar o mês sagrado muçulmano do Ramadã

UN Photo/Eskinder Debebe

Níger é a segunda parada na viagem do chefe das Nações Unidas pela África Ocidental para marcar o mês sagrado muçulmano do Ramadã

Terrorismo

Falando depois de se encontrar com o presidente do Níger, Mohamed Bazoum, ele disse que a “comunidade internacional deve perceber” que o terrorismo “não é apenas uma questão regional ou africana, mas que ameaça o mundo inteiro”.

Ele reforçou seu apelo por mais recursos para enfrentar o problema, dizendo que “paz, estabilidade e prosperidade no Níger e em todo o Sahel continuam sendo uma prioridade absoluta para as Nações Unidas”.

O presidente Mohamed Bazoum reconheceu o compromisso de Guterres em encontrar uma solução para o problema do terrorismo, dizendo que é uma questão dinâmica e evoluiu, assim, é necessário “adaptar a resposta”.

O antigo presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, concordou com um pedido do líder da União Africana e do secretário-geral das Nações Unidas para liderar uma Avaliação Estratégica Conjunta sobre a segurança no Sahel com foco no desenvolvimento de recomendações sobre como fortalecer a resposta internacional à crise de segurança no Sahel.

A avaliação será realizada em consulta com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e o Secretariado Conjunto do Grupo dos Cinco.

Vítimas civis

A ONU diz que a insegurança no Níger está sendo impulsionada por diversas razões e Guterres observou que “os civis são frequentemente as primeiras vítimas” quando a violência ocorre.

Os números sugerem que quase oito em cada dez vítimas de ataques são civis.

Uma série de grupos armados extremistas estão operando principalmente nas regiões de Tillabéri, Tahoua e Diffa no noroeste, sul e sudeste do país, respectivamente.

Na região de Maradi, no sul, grupos armados que operam da Nigéria frequentemente cruzam a fronteira para realizar ataques. Membros com armas dentro do Níger também são uma ameaça significativa.

Em 2021, o Índice Global de Terrorismo atribuiu 588 mortes no Níger ao terrorismo, o maior número na última década.

Na região de Tillabéri, as mortes mais que dobraram entre 2020 e 2021.

Crise múltipla

A insegurança é apenas uma parte do que o secretário-geral chamou de “uma crise multidimensional de escala extraordinária”.

As mudanças climáticas, o aumento da insegurança alimentar, a desnutrição e os preços recordes dos alimentos, alimentados pela guerra na Ucrânia, contribuíram para necessidades humanitárias sem precedentes.

A ONU afirma que o número de pessoas com insegurança alimentar aguda mais que dobrou desde 2020 e estima que 15% da população de 25 milhões do Níger precisará de assistência humanitária em 2022.

Em um país onde 80% da população depende da agricultura para subsistência, a insegurança e as mudanças no clima contribuíram para sua incapacidade de se alimentar.

O Índice de Desenvolvimento Humano de 2019, que mede os indicadores de expectativa de vida, educação e renda, classificou o Níger como o menos desenvolvido dos 189 países da lista.

Esperança para o futuro

Apesar dos muitos desafios que o Níger enfrenta, o secretário-geral das Nações Unidas disse à mídia em Niamey que ainda há “esperança” e que a ONU deve apoiar os jovens nigerianos, especialmente as mulheres, para acessar oportunidades para criar um mundo melhor no futuro.

Ele disse que “um impulso positivo no Níger” pode levar a um ciclo virtuoso de mudanças em toda a região.

Guterres segue para a Nigéria na terça-feira.